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Professor estadual para por dois dias

na escola normal trabalhadores da educacao discutem movimento leonardo costa28 04 15

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Na Escola Normal, trabalhadores da educação discutem movimento (LEONARDO COSTA/28-04-15)
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Na Escola Normal, trabalhadores da educação discutem movimento (LEONARDO COSTA/28-04-15)

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Professores da rede estadual de ensino paralisam as atividades hoje e amanhã. Em assembleia na Escola Normal na noite de ontem, eles rejeitaram a proposta apresentada pelo Governo do estado, que propõe pagamento do piso em três parcelas até 2018. A decisão que será levada à assembleia hoje, marcada para as 10h no pátio da Assembleia Legislativa (ALMG), é de que a categoria entre em greve por tempo indeterminado. A expectativa do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) é de que 80% da categoria esteja paralisada nas escolas que pertencem à Superintendência Regional de Juiz de Fora. Uma comitiva de 50 profissionais da educação segue para Belo Horizonte hoje.

A proposta do Governo estabelece a política remuneratória para educadores até 2017, que inclui o pagamento do piso para 24 horas semanais, com reajustes de R$ 190 em maio de 2015, R$ 135 em junho de 2016 e R$ 137,48 para 2017. Quanto aos aposentados, o aumento deve ser feito em parcelas quadrimestrais a partir de 2015 e trimestrais em 2016. De acordo com a coordenadora da sub-sede do Sind-UTE, Victória Mello, os professores estão indignados com o Governo. “Nós rejeitamos o abono, nós queremos o cumprimento do piso. A política apresentada achata o plano de carreira, não atende aos servidores aposentados. O Governo usa o mesmo plano de carreira que foi alterado na gestão Anastasia em 2011. É um retrocesso”, afirma.

A Secretaria de Estado de Educação informa que vai acompanhar a mobilização para verificar o reflexo que terá no funcionamento das escolas. De acordo com o secretário-adjunto de Estado de Educação, Antônio Carlos Pereira, a expectativa é que o processo de negociação avance. “Esperamos dessa mobilização uma decisão que permita enviar um projeto à Assembleia que consolide o processo negociado e construído juntamente com a categoria.” Entre os avanços, ele cita o descongelamento das carreiras, a nomeação imediata dos concursados, além da melhoria da gestão das escolas com a valorização dos diretores.”

Amanhã, os professores aderem à paralisação nacional dos trabalhadores da educação. Um ato está marcado às 15h30 no Calçadão da Rua Halfeld, unificando os movimentos sociais, incluindo na pauta a lei da terceirização e o ajuste fiscal.

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Saúde

Em reunião na tarde de ontem na Cidade Administrativa, os servidores da saúde receberam nova proposta do Governo para a incorporação de um abono salarial de R$ 190 ao salário base, incluindo aposentados, a partir de 1º de junho. O benefício, se aprovado, será pago em quatro parcelas ao longo de um ano. Além da implementação do plano de carreira, os trabalhadores reivindicam redução da carga horária de 40 para 30 horas semanais, sem redução do salário. “Esperamos respostas dentro de 90 dias”, afirma o secretário do Sind-Saúde, Fabiano Ponciano. A proposta apresentada pelo Governo será discutida em assembleia amanhã às 10h, no pátio da ALMG. Em negociação desde o início do ano, a categoria sinalizou indicativo de greve em março.

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