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Lafayette nega crise e sinaliza permanência

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O secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada (PSDB), pelo menos por ora, vai continuar na Cidade Administrativa. Cotado para substituir o deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB) na liderança do Governo na Assembleia Legislativa de Minas, ele assegurou que não houve, até agora, qualquer conversa nesse sentido com o governador Antonio Anastasia (PSDB). O Luiz Humberto vai sair da liderança. Isso é fato. Não sei quando, mas como ele é candidato a prefeito em Uberlândia, uma hora ele vai entregar a liderança. Isso vai levar a alguma alteração na Assembleia. Especularam o meu nome, mas o governador não deu nenhuma indicação sobre isso. Lafayette esteve em Juiz de Fora, na última sexta-feira, para a posse do delegado Marcus Vinícius de Paiva Silva na 1ª Delegacia Regional. Ele negou que haja crise na sua pasta e considerou o processo de integração das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros como uma caminho sem volta. Está tudo muito tranquilo. Mas existem alguns setores interessados em desestabilizar e acabam inventando crises e outros episódios. Mas posso assegurar que não há nada disso.

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Três episódios

A suposta crise, que começou a ser veiculada no início do mês, é fruto, segundo o secretário, da junção de três episódios distintos e sem relação. São três fatos independentes, que aconteceram na mesma época, e que as pessoas de fora interpretaram como uma crise. O primeiro acontecimento foi a troca de comando da Polícia Militar (PM). Saiu o coronel Renato Vieira de Souza e, em seu lugar, entrou o coronel Márcio Martins Sant’Ana. O coronel Renato nos havia avisado, há cerca de três meses, que completaria seu tempo para aposentar-se no final de janeiro e sairia. Ao mesmo tempo, conforme Lafayette, iniciou-se uma movimentação na Assembleia por conta da possível mudança do líder do Governo, Luiz Humberto, que é pré-candidato a prefeito em Uberlândia. Por fim, um sargento da PM foi executado a tiros por policial civil na porta de um clube em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte.

De acordo com Lafayette, foi tudo coincidência. Esses três episódios, que não têm nenhuma correlação entre si, aconteceram no mesmo momento. Então, misturaram tudo e interpretaram isso como uma crise. Essa crise nunca existiu. Estou há um ano na secretaria (de Estado de Defesa Social), e o relacionamento entre a Polícia Civil e a Polícia Militar nunca foi tão bom. O secretário insistiu ainda que as mudanças na estrutura da Defesa Social não têm relação com esses acontecimentos. As trocas que vêm acontecendo são recorrentes no sistema de defesa. Além da troca no comando da PM, também deixou o cargo a subsecretária de Promoção da Qualidade e Integração do Sistema de Defesa Social de Minas Gerais, Geórgia Ribeiro. Segundo Lafayette, ela alegou motivos particulares para deixar a equipe. Geórgia foi substituída pelo sociólogo de Juiz de Fora, Frederico César do Carmo. Na sexta-feira, o subsecretário estadual de atendimento às medidas socioeducativas, Ronaldo Pedron, foi transferido para a Fundação Caio Martins.

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JF é prioridade para o Governo

Sem nenhuma sinalização do governador Antonio Anastasia em relação a mudanças, Lafayette Andrada considerou de abrangência muito restrita a reforma do secretariado prevista para o início deste ano. Na sua avaliação, apenas dois ou três nomes devem ser trocados. A reforma acontece na primeira quinzena de fevereiro. Não será uma reforma grande. Vão sair o controlador-geral, Moacyr Lobato, porque está disputando o cargo de desembargador, e mais um ou dois secretários. Para ele, dos dois secretários com disposição para disputar a Prefeitura de Montes Claros – secretário de Estado Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, deputado estadual Gil Pereira (PP), e secretário de Trabalho e Emprego, deputado estadual Carlos Pimenta (PDT) – apenas um sai. Se sair, observa. É certo, no entanto, segundo o secretário, que haverá um rearranjo para contemplar o PSD, que reivindica uma cadeira.

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Quanto às eleições municipais deste ano, Lafayette ponderou que, mesmo com o impacto da crise financeira internacional ainda repercutindo em Minas, o Estado sabe da importância de 2012. O Governo está preparado para as eleições. A proposta é vencer em todas as cidades estratégicas, e Juiz de Fora é prioridade. O Governo de Minas vai entrar de maneira forte na eleição em Juiz de Fora. Ele disse que, como membro dos diretórios estadual e nacional, acompanha as articulações do PSDB, mas com menos dedicação devido aos afazeres da secretaria. Dentro das minhas limitações, venho para a campanha em Juiz de Fora.

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