O clima esquentou quarta-feira (27) na Câmara Municipal, após leitura de mensagem do Executivo requisitando a aceleração da votação sobre a doação de um terreno no Distrito Industrial para a instalação da empresa Brafer Construções Metálicas S/A. "Não podemos abdicar de renda (da venda dos imóveis) enquanto ouvimos nas ruas as pessoas reclamarem que não há remédio nos hospitais", afirmou Vagner de Oliveira (PR), que pediu vistas do processo. Por outro lado, a bancada do PMDB se defendeu. "Apesar da doação do terreno, hoje a Mercedes é empresa que paga impostos para a cidade.
O oposição reconheceu a importância do empreendimento, mas argumentou que o projeto necessita de maior avaliação. "Estamos as vésperas de um feriado, na última sessão ordinária do mês. Este é um processo complexo que não pode ser votado às pressas", afirmou Roberto Cupolillo (Betão-PT).
O projeto da Brafer está sendo feito nos mesmos moldes", declarou Julio Gasparette (PMDB). Em 2010, o então prefeito Custódio Mattos (PSDB) assinou protocolo de intenções, no qual as partes firmaram obrigações recíprocas. O município teria que disponibilizar "área mínima de cem mil metros quadrados, além de toda infraestrutura necessária. Em contrapartida, a Brafer traria trazer emprego e renda para JF. "Nós estamos falando sobre 380 empregos. Não podemos perder essa oportunidade", afirmou Isauro Calais (PMN).
