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Aliados afirmam que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil

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(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição presidencial de 2026, teria chegado aos Estados Unidos nesta terça-feira (27), menos de 48 horas após perder a disputa para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pelo empresário e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, que afirmou que a viagem foi articulada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Até o momento, nenhuma autoridade brasileira ou dos Estados Unidos confirmou oficialmente a saída do senador do Brasil ou sua chegada ao território norte-americano.

A declaração ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes de Flávio Bolsonaro, após o descumprimento de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador havia sido intimado a entregar os documentos em até 24 horas, mas não compareceu dentro do prazo estabelecido.

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Em publicação na rede social X, por volta das 15h30, Levy afirmou que o ex-candidato à Presidência já estaria em segurança nos Estados Unidos e atribuiu a coordenação da viagem a Marco Rubio.

“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu.

Segundo o empresário, a operação recebeu o nome de “Operação Alba”. Levy é advogado, investidor e ex-integrante do governo mexicano. Ele se apresenta publicamente como aliado do presidente norte-americano Donald Trump e do movimento MAGA (Make America Great Again).

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A possível saída de Flávio do Brasil também foi noticiada pela agência Reuters, segundo a Agência Brasil. A assessoria do senador foi procurada pela agência pública de notícias, mas não havia respondido até a divulgação das informações.

Deputado do PL também afirmou que Flávio buscaria exílio

Mais cedo, o deputado federal Mauricio Marcon (PL) havia declarado, em vídeo publicado nas redes sociais, que Flávio Bolsonaro “embarcou em um voo e está indo se exilar nos Estados Unidos”.

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Na publicação, o parlamentar comparou a situação do senador à da líder da oposição venezuelana María Corina Machado. “Assim como María Corina Machado quando fugiu da ditadura de Nicolás Maduro na Venezuela, Flávio Bolsonaro, o candidato derrotado nas eleições, também busca asilo em outro país”, afirmou.

Marcon também declarou que Flávio teria viajado “passando pela Venezuela ou pela Argentina” e que, dos Estados Unidos, “denunciará o regime imposto por Lula, Xandão – em alusão ao ministro do Supremo Alexandre de Moraes – e todo esse grupo contra o povo brasileiro”. Até então, a Polícia Federal não havia localizado registros oficiais da saída do senador do país. Investigadores apuram se ele teria atravessado a fronteira brasileira sem passar pelos controles migratórios.

PF cancelou passaportes após descumprimento de ordem judicial

A determinação para a entrega dos passaportes foi expedida na segunda-feira (26), pelo ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu Flávio Bolsonaro de deixar o território brasileiro.

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O prazo de 24 horas terminou no final da manhã desta terça-feira (27), sem que o senador apresentasse os documentos à Polícia Federal. Diante do descumprimento, os passaportes foram cancelados diretamente no sistema de controle da corporação.

A PF também informou que comunicaria a situação ao STF. Apesar do descumprimento da ordem, Flávio Bolsonaro não pode ser considerado formalmente foragido, uma vez que não há mandado de prisão contra ele.

A decisão de Moraes, que tramita sob sigilo judicial, foi divulgada pelo próprio senador em suas redes sociais. A medida integra um inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

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Segundo a Polícia Federal, foram encontrados registros de e-mails nos quais o nome do senador aparecia associado à operação de uma conta no exterior vinculada ao advogado. Os investigadores consideraram que a possível disponibilidade de recursos fora do Brasil poderia representar risco de fuga.

A PF também informou que Willer Tomaz deixou o país e seguiu para os Estados Unidos após passar a ser investigado.

Autoridades argentinas não encontraram registro de entrada

As suspeitas sobre a saída de Flávio Bolsonaro começaram a ganhar repercussão após uma publicação do site argentino Infobae, que informou que o senador teria atravessado a fronteira com a Argentina para embarcar em um avião particular com destino aos Estados Unidos.

De acordo com a reportagem, a viagem ocorreria a partir de Puerto Iguazú, cidade argentina localizada na região da tríplice fronteira, a bordo de uma aeronave Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A.

A Direção Nacional de Imigração da Argentina, entretanto, informou que não havia identificado registros de entrada de Flávio Bolsonaro no país.

“Diante da repercussão na mídia sobre a presença de um avião particular no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, as autoridades iniciaram os procedimentos de fiscalização da aeronave e da tripulação. Por fim, constatou-se que a documentação da empresa está regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro”, declarou o órgão.

Segundo informações divulgadas pelo Estadão, integrantes da campanha inicialmente negaram que o senador tivesse deixado o Brasil. Posteriormente, passaram a afirmar que verificariam seu paradeiro.

A declaração de Simón Levy sobre a chegada de Flávio aos Estados Unidos acrescenta uma nova versão à sequência de informações sobre a possível viagem, mas ainda depende de confirmação oficial das autoridades responsáveis pelos controles migratórios.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

 

 

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