O impasse que envolve a suposta construção de um condomínio do "Minha casa, minha vida", com capacidade para receber 288 famílias, próximo aos bairros Bairu e Alto Bairu, região Leste, ganhou um novo fato esta semana. O vereador Isauro Calais (PMN) apresentou projeto de lei que busca redefinir o zoneamento da região, limitando o número de famílias que podem residir, por edifício, na área. Tal medida, de mudança para "zona residencial 1", impedirá que os bairros recebam projetos habitacionais deste porte, caso seja aprovada. O projeto aguarda pareceres das comissões da Casa, e deve ir a pleno no próximo período legislativo.
A iniciativa foi uma resposta a diversas reclamações feitas à Câmara por lideranças dos bairros, que afirmam não haver estrutura no local para receber um projeto habitacional deste porte. De acordo com Isauro, a decisão foi tomada após reuniões com os moradores dos bairros. "Tivemos encontros com a comunidade e constatamos que o bairro está saturado. A comunidade local não deseja a instalação de um empreendimento deste porte." O parlamentar explica, ainda, que as vias próximas ao espaço onde seria o provável empreendimento estão sobrecarregadas. "Há a reclamação de que as ruas próximas não suportam o trânsito de mais veículos. A estrutura física delas já está degradada, e ainda há o temor de que haja congestionamento, pois elas não são projetadas para receber grande fluxo de carros."
Uma das primeiras discussões sobre o tema ocorreu durante audiência pública com o diretor presidente da Cesama, Andre Borges de Souza, no dia 10 deste mês. Diversos moradores participaram da audiência para protestar contra o empreendimento, que, segundo eles, envolveria a Cesama graças a uma permuta de terras realizada entre o órgão e um proprietário privado. Com esta medida, a Prefeitura poderia dispor do espaço necessário para fazer um acesso, a partir do Alto Bairu, ao condomínio.
