A segunda parcela do pagamento dos servidores estaduais de Minas Gerais ainda não foi depositada. Inicialmente, os pagamentos dos valores previstos para incidir nesta escala deveriam ter sido efetuados conforme cronograma definido pela Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) na quarta-feira (25), mas não foram efetuados. Computando mais um atraso, o Governo chegou a afirmar que a situação seria normalizada ainda nesta quinta-feira (26). No entanto, parte dos funcionários aposentados ainda não tiveram seus subsídios quitados até esta sexta (27).
A Tribuna solicitou um posicionamento da SEF sobre a situação e ainda aguarda uma resposta do Estado. De acordo com matéria veiculada pelo jornal “O Estado de Minas”, o Governo teria afirmado que os depósitos em atraso deverão incidir nas contas dos funcionários inativos até segunda-feira (30) e, segundo o secretário adjunto de Governo em exercício, Francisco Moreira, a contingência teria ocorrido por conta de um bloqueio nas contas do Estado.
Conforme escala de pagamento divulgada no início do mês, a primeira parcela dos salários de servidores ativos e inativos do Executivo estadual foi paga no último dia 13. Os depósitos seguiram os seguintes critérios: foram depositados até R$ 3 mil para os servidores da Segurança Pública e da Fhemig. Para os demais foram depositados até R$ 1.500.
Na segunda parcela, ainda atrasada para parte dos servidores inativos, o modelo adotado é o mesmo da primeira – serão depositados até R$ 3 mil para servidores da Segurança Pública e da Fhemig e até R$ 1.500 para os demais – o que, segundo a SEF, deverá ser regularizado integralmente para todo o funcionalismo até segunda-feira (30). Para aqueles servidores que ainda tiverem valores a serem recebidos após o pagamento das duas escalas iniciais, a quitação total está prevista para a escala final, cujo depósito, inicialmente, está programado para terça (31).
O modelo de escalonamento dos salários dos servidores estaduais é adotado pelo Governo de Minas desde o início de 2016, quando se intensificou a crise financeira no Estado.

