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Professor rejeita greve; técnicos param amanhã

professores participaram de assembleia no anfiteatro da faculdade de comunicacao

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Professores participaram de assembleia no Anfiteatro da Faculdade de Comunicação
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Professores participaram de assembleia no Anfiteatro da Faculdade de Comunicação

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Em assembleia realizada no início da noite de ontem, os professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) se recusaram a aderir à greve nacional a partir do dia 28, conforme deliberação do Sindicato Nacional das Instituições de Ensino Superior (Andes). Sob indicativo de greve desde o dia 12 de maio, os docentes rejeitaram a proposta por 231 votos contra e 91 a favor. Houve uma abstenção.

A categoria, no entanto, aprovou a realização de uma paralisação na sexta-feira, junto ao movimento nacional contra o PL 4.330, que regulamenta a terceirização, e as MPs 664 e 665 que alteram benefícios trabalhistas. Já os técnicos-administrativos iniciam greve por tempo indeterminado a partir de amanhã. A mobilização deve atingir os serviços dos campi de Juiz de Fora e de Governador Valadares. A paralisação de servidores segue deliberação da Federação Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).

Na pauta de votação da Associação de Docentes de Ensino Superior (Apes), foram colocadas questões de interesse local e nacional, compreendendo tanto pontos específicos da categoria quanto dos servidores públicos de modo geral. Em consonância com o Andes, os professores reivindicam valorização salarial, reestruturação da carreira, melhoria das condições de trabalho, garantia de autonomia e defesa do caráter público das instituições federais de ensino. Já em âmbito local, pedem esclarecimento sobre a extensão dos cortes na UFJF e no IF Sudeste MG, além de transparência na gestão. A mobilização ocorre diante do corte de R$ 9,4 bilhões no Ministério da Educação dentro da política do ajuste fiscal, além da suspensão de concursos públicos.

Durante a assembleia foram mencionadas as universidades que votaram contra e a favor da deflagração do movimento grevista. Já se posicionaram a favor oito instituições, incluindo as universidades federais Fluminense (UFF) e de Lavras (Ufla). O voto contra foi manifestado por dez. Entre elas estão as universidades federais de Viçosa (UFV), de São João del-Rei (UFSJ) e de Ouro Preto (Ufop) O Andes aguarda todas as unidades fazerem suas assembleias, antes de traçar um mapa nacional de mobilização.

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Abertura de negociação

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Os técnico-administrativos decidiram pelo movimento grevista um dias antes da assembleia dos professores. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf), a deflagração da paralisação por tempo indeterminado é motivada pelo pedido de abertura de negociações com o Governo federal, para tratar da campanha salarial da categoria.

Os servidores consideram que recebem o pior piso salarial do funcionalismo federal, estimado em aproximadamente um salário mínimo e meio. Assim, levantam bandeiras pelo aprimoramento da carreira, além de questionarem o que classificam como um processo de terceirização dos trabalhos e de privatização dos hospitais universitários pela implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Segundo a Fasubra, a expectativa é de que a mobilização dos técnico-administrativos aconteça na maioria das instituições federais de ensino a partir de amanhã.

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