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Médico cobra acordo de 2009

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Dirigentes do Sindicato dos Médicos reúnem-se hoje com a subsecretária de Pessoas da Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH), Ana Angélica Andrade, para discutirem a proposta de um plano de cargos, carreira e salários para a categoria. A reunião acontece nove horas antes da assembleia dos profissionais, marcada para 19h, quando será avaliada a situação. Caso não haja avanços concretos, o presidente da entidade, Gilson Salomão, não descarta iniciar hoje mesmo um movimento grevista. "Sem a valorização do salário-base da categoria será difícil a negociação." Os médicos reivindicam cumprimento do acordo de greve de 2009, quando cobraram a constituição de uma plano de carreira. Na última semana, o prefeito Custódio Mattos (PSDB) enviou para Câmara três mensagens estabelecendo critérios para plantão de urgência e emergência, flexibilizando a jornada de trabalho e criando a atividade de médico de sobreaviso/diarista.

As iniciativas foram recebidas com ressalvas pelos vereadores da bancada médica, que preferiram aguardar as matérias chegarem em plenário para se posicionarem. Apenas José Fiorilo (PDT) cobrou agilidade da Casa na avaliação dos projetos enviados pelo Executivo. "O pedido é para que o assunto chegue logo ao Plenário. Irei me posicionar no momento da votação. Precisamos ser rápidos, para evitar uma possível greve da classe médica. Amanhã (hoje) haverá uma assembleia, e temos que ver como estas mensagens serão recebidas pelo sindicato, se eles estão de acordo com essas propostas".

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Para Gilson Salomão, as propostas de mudança na legislação apresentadas pela Administração não contemplam a categoria. "A questão da escala de plantão e da flexibilização da escala de trabalho por si só não ajudam muito." Na sua avaliação, trata-se apenas de medidas para "atenuar uma situação grave da saúde de Juiz de Fora". Já a atividade de médico de sobreaviso/diarista é uma reivindicação da categoria e uma determinação do Ministério Público. O presidente da entidade disse que vai insistir naquilo que considera realmente importante que é plano de carreira, salário e condições de trabalho.

Na quinta-feira, a situação dos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) será discutida em audiência pública na Câmara. Foram convidados representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM), da Promotoria da Saúde e do Sindicato dos Médicos. As discussões, segundo Gilson Salomão, envolvem o risco de desassistência no município. 

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