A ponderação de Betão sobre as negociações emperradas foi agravada pela ausência de qualquer liderança que pudesse defender a mensagem da PJF, já que o líder do Governo, vereador Noraldino Júnior (PSC), não compareceu à sessão de ontem por motivos de saúde, ao passo que os vereadores José Laerte e Rodrigo Mattos, presidente e vice-presidente do diretório municipal do PSDB, estavam em Belo Horizonte, onde participaram de reunião estadual do partido. "Olha a situação em que a gente fica. Pior ainda não ter o líder aqui para defender essa mensagem e explicar. O melhor a fazer é pedir vistas e, na segunda-feira, pedir explicações", sugeriu o vereador José Emanuel de Oliveira (PSC).
A maior parte dos vereadores concordou com o encaminhamento, apesar de Betão frisar que o Sinpro não é contra a votação da matéria, considerando-a apenas como "antecipação salarial", e não como reajuste. "Vamos ter respeito por esta Casa. O Executivo age a toque de caixa. Se Vossa Excelência (Betão) tem receio a ponto de se abster, nós também ficamos com receio", considerou Francisco Canalli (PMDB).
"A negociação está em curso. A Prefeitura manda essa mensagem de maneira atropeladora, porque sequer encerrou esse ciclo de discussões. Por um lado, podemos votar contra um sindicato, mas, por outro, podemos desamparar as negociações das outras categorias", completou o vereador Flávio Cheker (PT). "Mas, se a mensagem for votada, pode mesmo ser entendida como abono salarial", acrescentou, concordando com o pedido de vistas, que acabou sendo feito por Canalli. "Não haverá prejuízo de hoje (ontem) até segunda."
