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Titulo a Noraldino é adiado

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O intuito do vereador André Mariano (PSC) de homenagear o deputado estadual Noraldino Júnior (PSC) com um título honorífico foi adiado por pelo menos cinco meses. A pedido do próprio Mariano, o projeto de lei de sua autoria foi retirado de tramitação na Câmara até a realização das próximas eleições municipais, em outubro. O recuo acontece cinco dias após o vereador Wanderson Castelar (PT) encaminhar voto contrário da bancada petista à proposta.

Durante a discussão do projeto que apareceu na pauta de votação por duas vezes, sem, no entanto, ser votado, Castelar relembrou suposta briga ocorrida entre ele e Noraldino em setembro do ano passado. Na ocasião, o deputado estadual visitava a Câmara, quando um bate-boca virou caso de polícia após Noraldino alegar ter sofrido ameaças físicas e de morte por parte do vereador. O petista sempre rechaçou as acusações, classificando a confusão como uma “armação”.

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Ainda na semana passada, após afirmar que o início da vida política de Noraldino se deu como integrante do último Governo do ex-prefeito Carlos Alberto Bejani (2005-2008), mandato abreviado por pedido de renúncia, Castelar chegou a chamar o deputado de “quadrilheiro”. Tal insinuação foi rebatida pela bancada do PSC. José Emanuel (PSC) e Oliveira Tresse (PSC) repudiaram a acusação e saíram em defesa de Noraldino.

Ontem Mariano optou por paralisar a tramitação da peça. “Algumas situações nos deixam constrangidos. O deputado entendeu minha intenção, agradeceu, mas concordou com a retirada do projeto até as eleições”, declarou ao retirar a proposta datada de 6 de março, três dias após acertar seu ingresso no partido de Noraldino.

Desde 2013, já tramitaram na Casa 129 projetos que tratam de honrarias similares. Até aqui, 111 já foram transformados em peças jurídicas e outros 15 ainda estão em tramitação. Outros quatro foram arquivados ou retirados a pedido do autor. Esta foi a segunda vez nos últimos quatro anos que a tramitação de um dispositivo que trata da concessão de título de cidadania benemérita, honorária ou de entidade beneficente foi alvo de polêmicas.

O último caso ocorreu em fevereiro de 2015, quando Nilton Militão (PTC) pleiteou a concessão de título de cidadão honorário ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). O dispositivo também acabou retirado pelo autor em março de 2015, em recuo diante de notícias envolvendo o nome de Cunha e suspeitas de práticas de corrupção.

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