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Governo Bruno enfrenta 1ª greve em sua gestão

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Docentes seguiram em passeata pelo Centro
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Docentes seguiram em passeata pelo Centro

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Em menos de quatro meses de gestão, o Governo do prefeito Bruno Siqueira (PMDB) enfrenta a primeira greve do seu quadro de funcionários. A paralisação dos professores da rede municipal por tempo indeterminado foi deflagrada nesta quinta-feira (25), em assembleia que reuniu mais de 800 pessoas. A decisão favorável foi votada em massa pela categoria com o objetivo de pressionar o Poder Público para que os principais pontos da campanha salarial de 2013 sejam atendidos. Logo após a reunião, os docentes seguiram em passeata pelas ruas do Centro, munidos de apitos, faixas e narizes de palhaço. Em nota oficial divulgada no final da noite, a Prefeitura informou não ter sido comunicada oficialmente do movimento grevista, mas que se mantém aberta ao diálogo em busca do entendimento. Destacou o grande esforço realizado para montar uma pauta de propostas "contemplando conquistas significativas para a categoria – algumas reivindicadas há vários anos – e sinalizar outras para concretização em um curto prazo". O movimento deve atingir os 42.500 alunos das 101 escolas do município. Atualmente, o quadro de professores conta com 4.654 funcionários.

Na última quarta-feira, diante da ameaça iminente de greve pelo Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF), a Prefeitura enviou ofício à entidade com todas as propostas apresentadas até agora. No documento, o Executivo se compromete a implantar integralmente a Lei do Piso, que obriga a destinação de um terço da jornada para atividades extraclasse, a partir de 2014, um dos pontos mais debatidos pela categoria. Na nota divulgada nesta quinta, a PJF afirma ter assumido o compromisso, "apesar de decisão judicial que reconhecia ao município essa impossibilidade financeira, já que não há previsão orçamentária para este pagamento em 2013". O impacto calculado é de mais de R$ 15 milhões sobre os cofres públicos. Na contra-proposta, o Governo também propõe reajuste de 10% sobre o valor do Adicional Anual de Incentivo ao Magistério (AAIM), que também seria estendido a diretores e vice-diretores. Entre as novidades do texto, está o aumento do valor da Ajuda de Custo para Valorização do Magistério (ACVM), de R$ 700 para R$ 1.000, vinculados à assiduidade do servidor, e o estudo para disponibilização do contracheque dos professores no site da Prefeitura.

Contudo, conforme foi discutido e apresentado em assembleia, o documento não conseguiu garantir as principais reivindicações da classe, como o reajuste dos salários de toda a categoria em 14,64%, bem como a adoção imediata da Lei do Piso. Além disso, os docentes pedem reajuste de 150% sobre o valor do AAIM e extensão do ACVM para aposentados, como forma de bonificação. Segundo a coordenadora-geral do Sinpro-JF, Aparecida de Oliveira Pinto, um avanço foi a promessa de publicação do programa e do calendário de curso de treinamento específico para a classe do secretário escolar, sendo que, os aprovados neste processo terão progressão na carreira, com aumento de até 69,44%. "Esta foi uma conquista de mais de 12 anos de luta."

O sindicato inicia agora coleta de assinaturas em vários bairros da cidade em busca de apoio ao movimento grevista. Uma nova assembleia está agendada para a próxima quinta-feira, às 14h. Desde o início do ano, o Sinpro-JF e a Prefeitura já realizaram 15 encontros para discutir a campanha salarial. Nesse período, foram realizados nove dias de paralisação, incluindo a iniciada a partir de terça-feira, em adesão ao movimento nacional, organizado pela Central Única dos Trabalhadores em Educação (CNTE) em prol da valorização do magistério. O protesto teve adesão dos professores da rede estadual.

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Alunos da Escola Normal protestam

Terminou nesta quinta-feira (25) a paralisação de três dias dos professores da rede estadual de ensino que acompanhou a greve nacional pela valorização da categoria, organizada pela Central Única dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em Brasília. De acordo com assessoria da Secretaria Estadual de Educação, em todo estado, o movimento afetou 15% das escolas estaduais. 

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Em Juiz de Fora, um grupo de alunos do Instituto Estadual de Educação (Escola Normal) fez uma encenação para chamar a atenção da população sobre os problemas da rede pública de ensino. Com banquinhos e quadro negro, os alunos apontaram as dificuldades enfrentadas por eles e professores. O movimento foi organizado pelo Grêmio Estudantil da Escola Normal. 

Conforme o presidente da entidade, Juliano Rezende, 17 anos, a ação foi realizada para cobrar melhorias nas escolas e apoiar a mobilização da CNTE. "Queremos que a educação se transforme em prioridade dos governos, que não haja sucateamento das escolas, salas superlotadas e falta de professores. Também lutamos para que os professores sejam melhor remunerados e tenham mais condições para trabalhar."

 

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