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Em protesto, PF enxuga gelo no Pq Halfeld

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Agentes federais querem melhorias
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Agentes federais querem melhorias

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Atualizada às 19h42

Agentes da Polícia Federal (PF) enxugaram gelo nesta quarta-feira (26) em frente à Câmara Municipal, em protesto conta a falta de investimentos do Governo Federal no setor, que estaria atrapalhando os trabalhos dos investigadores. O ato foi realizado por volta das 11h e reuniu cerca de 30 profissionais, que também fizeram panfletagem no local. A categoria critica a suposta redução dos investimentos do Estado na Polícia Federal, que teriam sofrido um corte de R$ 80 milhões para R$ 20 milhões anuais. Também reclamam da falta de reajuste salarial para agentes, escrivães e papiloscopistas e da diminuição do efetivo entre 2009 e 2012. Em Juiz de Fora, são hoje aproximadamente 60 servidores que prestam serviços em 127 municípios, totalizando uma população de três milhões de habitantes.

Segundo o representante do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (Sinpef) na região, Robson Carneiro da Silva, a PF vive a crise mais grave de sua história. "A polícia está congelada. Cai a cada ano o número de indiciamentos. As poucas verbas inviabilizam as investigações, assim como o baixo contingente. Hoje, o combate dos agentes ao crime é um ato de ‘enxugar gelo’, por isso protestamos dessa forma." Segundo o sindicato, há números preocupantes relativos a investigações realizadas pela polícia, como a queda de 40% nas apurações de narcotráfico e 60% no número de indiciamentos.

Robson explica que, quanto aos salários, os quase sete anos sem aumento proporcionaram perda inflacionária de quase 40% para os profissionais. "Nós sentimos uma falta de interesse do Poder Público em resolver essa situação." O último reajuste nos vencimentos dos policiais federais foi em 2007, mesmo a constituição prevendo revisão anual. Os agentes da PF interromperam suas atividades na terça-feira e na quarta, num movimento de 48 horas definido pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Os sindicados estaduais e a federação já aprovaram um indicativo de greve, e a categoria não descarta a possibilidade de deflagrar o movimento grevista, inclusive no período da Copa do Mundo.

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