Depois da longa e tumultuada votação da mensagem do Executivo que unifica a remuneração para os professores estaduais, o governador Antonio Anastasia afirmou ontem, em entrevista coletiva, que a aprovação da matéria pela Assembleia Legislativa significou um passo fundamental para que Minas tenha uma política salarial transparente, clara e, em especial, eficiente e justa. Além disso, ele declarou que o novo modelo consolida a aplicação do piso nacional da educação e assegura ganhos reais para os profissionais, de acordo com o tempo de serviço e o nível de escolaridade de casa servidor. Acreditamos firmemente que é uma proposta que avança muito. Não só financeiramente é muito expressiva, em relação ao desembolso financeiro do Estado, mas, mais do que isso, ela leva em consideração o tempo de serviço dos professores, o nível de escolaridade. Acreditamos que os professores, os servidores da Educação como um todo, quando cada vez mais conhecerem e tiverem conhecimento pleno da proposta, vão perceber que o passo adiante foi muito positivo, disse o governador.
Pela matéria em questão, todos os docentes da rede estadual de ensino passam a ser enquadrados na forma de remuneração por subsídio a partir de 2012, sem a opção pelo modelo antigo de remuneração, por vencimento básico. Professores com escolaridade de nível médio receberão, no mínimo, R$ 1.122 para uma jornada de 24 horas semanais. Já os professores com licenciatura plena terão remuneração inicial de R$ 1.320. A categoria, porém, saiu indignada do processo. Em seu blog, a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, declarou que se o resultado da votação de quarta-feira pudesse ser resumido em vitória do Governo e derrota do Sindicato, as consequências estariam restritas ao placar de um jogo político. Mas a realidade da escola pública mineira, o que inclui a situação de seus profissionais, não é um jogo político e com o resultado (…) todos que defendem uma educação pública de qualidade perderam.
