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Trabalhadores cobram mais segurança

sindicatos de classe vereadores e pm debateram sobre situacao nos estabelecimentos

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Sindicatos de classe, vereadores e PM debateram sobre situação nos estabelecimentos
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Sindicatos de classe, vereadores e PM debateram sobre situação nos estabelecimentos

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Casos de frentistas baleados, agredidos e feitos reféns foram tema de audiência pública na Câmara ontem, para chamar a atenção das autoridades a respeito da frequência de assaltos violentos nos postos de combustíveis de Juiz de Fora. Conforme dados do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviço de Combustível e Derivados de Petróleo (Sintraposto), 79 roubos foram registrados contra os estabelecimentos em 2015. No ano anterior, foram 85 ocorrências. Apesar da pequena queda, o que chama a atenção no cenário atual é que, cada vez mais, os assaltos são praticados com uso de violência, deixando a categoria assustada, levando muitos frentistas a pedir demissão.

De acordo com o presidente do Sintraposto, Paulo Guizellini, a frequência de assaltos é alarmante. “Os trabalhadores têm levado tiros na boca, no peito e na perna, e queremos evitar que haja óbito. É preciso que o sindicato patronal realize reuniões com a categoria, instale câmeras para ajudar na prisão dos bandidos”, ressalta Guizellini. O sindicalista ainda enfatiza que os trabalhadores necessitam de assistência, inclusive médica e psicológica. “Hoje, quem faz a assistência médica destes trabalhadores é o próprio sindicato”, afirma, lembrando que Juiz de Fora possui 69 estabelecimentos e cerca de mil frentistas. “Devemos ressaltar que os clientes também estão em risco, porque os postos ficam a céu aberto. A grande maioria tem sistema de circuito de segurança que não funciona.” O diretor regional da Federação Nacional dos Empregados de Postos de Combustível, Hozano Felix Silva, diz que é fundamental que os equipamentos de monitoramento estejam em bom uso. “Outra alternativa é a instalação de uma cabine, onde o responsável pelo caixa do estabelecimento possa ficar.”

O advogado do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Rodrigo Lazzarini, afirmou que a entidade é sensível às reivindicações da categoria. “Juiz de Fora tem o programa Olho Vivo, e temos a intenção de conseguir uma parceria público-privada para aprimorar este sistema. Precisamos do apoio do Estado e da Polícia Militar”, disse. O capitão Reginaldo Teixeira de Souza, representante do 2º Batalhão da PM, lembrou que é importante que a vítima faça o acionamento da polícia. “Isso será transformado em um dado estatístico, que vai orientar o lançamento de viaturas.” Já o representante do 27º Batalhão, capitão Flávio Campos, disse que os policiais procuram fazer contato com a gerência e com os funcionários para passar dicas de autoproteção. “Orientamos que a iluminação ajuda a inibir a ação criminosa. É importante ter a ficha do funcionário, para tirar dúvidas sobre a vida pregressa deles, até mesmo depois do desligamento da empresa.”

O vereador José Emanuel (PSC), autor do requerimento de convocação da audiência pública, afirmou que um documento, com cobranças a respeito da segurança dos postos, seria enviado ao Estado, sugerindo uma parceria entre os empresários e a PM, a fim de melhorar a segurança dos postos e do seu entorno.

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