O governador Romeu Zema (Novo) pode implementar em escola estaduais consideradas problemáticas um modelo cívico-militar semelhante ao adotado nas 30 unidades do Colégio Tiradentes (CTPM), que são gerenciadas pela Polícia Militar (PM), existentes no território mineiro, incluindo Juiz de Fora. A informação foi relatada em vídeo divulgado nas redes sociais pelo deputado federal eleito Cabo Junio Amaral (PSL) e o deputado estadual eleito Bruno Engler (PSL), após encontro entre os futuros parlamentares e Zema.
“Falamos da necessidade de militarização das escolas problemáticas. Ele já havia se manifestado simpático à ideia durante a campanha e reafirmou a posição. Ele delegou a nós a responsabilidade de estar à frente deste projeto, para que, em conjunto com o Governo estadual, possamos inaugurar em Belo Horizonte uma escola modelo cívico-militar, para que esta ideia possa se espalhar futuramente por todo o estado. Trata-se de um modelo que já deu certo em outros estados e estará disponível para os jovens mineiros”, afirmou Engler, após o encontro.
A reunião com os futuros parlamentares foi confirmada pela assessoria do governador. No encontro, Zema escutou a ideia sugerida pelos dois eleitos e se dispôs a um novo encontro para conhecer as eventuais pesquisas e levantamento de dados feitos pelos futuros parlamentares para, depois, analisar a viabilidade do projeto, conforme nota publicada pelo jornal O Tempo, reafirmada pela assessoria do Governo à Tribuna. Ainda de acordo com o Estado, Zema terá um posicionamento definitivo sobre o assunto somente após a avaliação dos dados a serem apresentados.
Colégio Tiradentes
Em entrevista à imprensa de Belo Horizonte, Engler afirmou que o intuito é de aplicar o modelo cívico-militar em escolas que, segundo ele, têm problemas de disciplina, o que potencializa a incidência de atividades criminosas em suas dependências, prejudicando a criação de um ambiente adequado ao aprendizado. A ideia é entregá-las aos cuidados da Polícia Militar, no modelo cívico-militar, semelhante ao que se observa no colégio Tiradentes, mas não tendo a maioria das vagas para filhos de militares. Nesse ambiente, se cria uma estrutura com hierarquia e disciplina”, afirmou ao jornal O Tempo. Também por meio de nota, o Governo do Estado destacou que as 30 unidades do Colégio Tiradentes no estado atendem hoje a cerca de 24 mil alunos, sendo que aproximadamente 20% são oriundos de núcleos familiares sem relação com policiais militares, sendo, portanto, civis.

