Cerca de quatro mil aptos a votar escolhem hoje o novo presidente da 4ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Juiz de Fora (OAB-JF). Três chapas estão na disputa, sendo duas de oposição e uma de situação. Com apoio do atual presidente Wagner Parrot, a chapa União e Ética é encabeçada por Denilson Closato Alves. No campo oposicionista, estão as chapas Ordem Democrática, com José Maurício, e OAB Atuante/JF, com Abdalla Daniel Curi. A votação acontece hoje, das 9h às 17h, no Fórum Benjamim Colucci. O voto é obrigatório para os associados, sob pena de multa. Quem faltar terá de apresentar justificativa e documento que comprove a razão que o impediu de ir às urnas. O eleito vai administrar a entidade pelos próximos três anos com um orçamento anual de R$ 2 milhões.
A sucessão da OAB-JF deste ano acontece contaminada pela polêmica envolvendo a cobrança Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). As três chapas tratam da questão em seus materiais de campanha. Os questionamentos envolvem a forma indiscriminada como a cobrança do tributo vem sendo feita pela Prefeitura. Atualmente, tramita na Justiça Federal um mandado de segurança impetrado pela OAB-JF pedindo a suspensão da arrecadação do ISS da categoria. Ainda assim, a chapa OAB Atuante/JF lamenta o fato de as providências tomadas não terem impedido a continuidade das cobranças e propõe a criação de uma incubadora de gestão de escritórios como forma de reduzir a carga tributária.
A chapa Ordem Democrática quer buscar interlocução junto aos poderes Executivo e Legislativo para alterar a legislação como forma de buscar uma tributação mais justa, inclusive com isenções para advogados no início de suas carreiras. Também com o propósito de discutir os valores do ISS e a forma de cobrança, a chapa União e Ética propõe uma aproximação com o Poder Público Municipal.
Além do imbróglio envolvendo o ISS, as três candidaturas também colocam como prioridade a construção do novo fórum na Praça dos Três Poderes (Terreirão do Samba). A nova estrutura seria uma forma de melhorar o atendimento prestado pelos servidores do Judiciário aos advogados. Isso porque, com o espaço ampliado, seria possível implantar novas varas e, consequentemente, contratar mais serventuários. As três chapas propõem ainda ampla defesa das prerrogativas dos advogados. Denilson, José Maurício e Abdalla lamentam a forma como, muitas vezes, os profissionais são tratados hoje nas repartições públicas. Para eles, essa situação precisa ser revista, como a OAB-JF exercendo de forma efetiva seu papel de defesa dos advogados.
