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Civil encontra arma e munição em empresa no Ipiranga

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Revólver calíbre 38 carregado foi apreendido
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Revólver calíbre 38 carregado foi apreendido

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A Polícia Civil voltou a cumprir ontem mandados de busca e apreensão em empresas constituídas de maneira supostamente fraudulenta, com objetivo de participar de pregões eletrônicos de órgãos e entidades públicas federais. Em um endereço residencial no Bairro Ipiranga, Zona Sul, onde funcionaria duas das firmas investigadas, os policiais encontraram um revólver calibre 38 e mais de 50 munições. Como a arma estava com o registro vencido e em nome de outra pessoa, um homem, que seria o responsável pelo armamento, foi detido. Ele foi levado para a 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Santa Terezinha, onde foi arbitrada fiança. Nos demais locais vistoriados, foram encontrados e apreendidos diversos documentos. O esquema envolvendo empresas em nome de "laranjas" foi revelado na última semana pela Polícia Federal, durante a Operação Trucatto, que culminou com a prisão de quatro envolvidos, entre eles, o advogado e ex-vereador Josemar da Silva. O grupo cumpriu prisão temporária de cinco dias e foi liberado na noite da última segunda-feira.

O delegado Carlos Eduardo dos Santos Rodrigues, titular da 6ª Delegacia de Polícia Civil, explicou que o cumprimento dos mandados, iniciado na última segunda-feira, integra a primeira fase das investigações. "A segunda etapa consiste na identificação dos envolvidos e na apuração das responsabilidades. Por enquanto, pode haver indiciados por estelionato e por formação de quadrilha, mas ainda é cedo para essa conclusão." São apuradas possíveis fraudes na constituição de cerca de dez empresas, mas o delegado esclarece que nem todas têm relação com as investigadas pela Operação Trucatto. "Nossa apuração é específica sobre essa suspeita de fraude e não tem relação com a da Polícia Federal, que envolve irregularidades em licitações. De qualquer forma, tivemos uma reunião conjunta, na semana passada, e nos colocamos disponíveis para ajudar no que for preciso, como no compartilhamento de documentos apreendidos, para que uma investigação não acabe prejudicando a outra", relatou o delegado.

Diligências

As ações empreendidas ontem iniciaram ainda pela manhã no Bairro Ipiranga. Em seguida, as buscas continuaram em um escritório de advocacia na parte baixa da Rua Floriano Peixoto, Centro, que tem como um dos sócios Josemar e que já havia sido alvo da Operação Trucatto. Os policiais precisaram utilizar instrumentos, como pé-de-cabra, para arrombar a porta, que estava trancada. Depois de uma hora e meia de vistoria, eles deixaram a sala comercial carregando malotes com documentos. A ação contou com acompanhamento de um representante da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Pela tarde, as diligências foram feitas no Bairro Grama, Zona Nordeste, no endereço de uma das empresas investigadas. No entanto, o local estava fechado e, de acordo com o delegado, foi verificado que a empresa não funcionaria mais lá. Toda a documentação apreendida passará por análise em Juiz de Fora e Belo Horizonte. Concluída essa fase, as pessoas envolvidas serão intimadas a prestar depoimentos.

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