A Câmara Municipal aprovou ontem um dos dois projetos de lei do vereador Julio Gasparette (PMDB) que pretendem alterar a legislação que ordena a construção de novas edificações e o uso e ocupação do solo no município. A proposição, que revê limitações de itens como afastamento, ventilação e iluminação, recebeu voto favorável da maioria dos parlamentares, sob protestos de integrantes do núcleo local do Departamento de Minas Gerais do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-MG) e de estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFJF, que acompanharam a apreciação do projeto. Roberto Cupolillo (Betão, PT) e Wanderson Castelar (PT) foram os únicos a declarar posicionamento contrário. Havia dado voto favorável em primeira discussão pois estava convencido de que seria feito um aprofundamento das discussões. Estou decepcionado, afirmou Castelar.
O IAB ainda tenta se movimentar na tentativa de barrar a tramitação do outro projeto, que traz alterações no planejamento urbano. Uma tribuna livre foi agendada para a próxima terça-feira. O IAB não foi chamado para discutir uma legislação que irá afetar a cidade pelos próximos anos. Não esperávamos que a Câmara agisse dessa maneira, declarou o vice-presidente da entidade, Alex D’Almeida Pereira. Após discussões mais ríspidas com Betão, que defendia a necessidade de um debate público, Gasparette orientou que algum vereador pedisse vista da matéria para que ela retornasse à pauta de votações após as explanações dos arquitetos. A solicitação foi atendida por Ana Rossignoli (PDT).
