Os professores da rede pública municipal decidiram durante assembleia realizada na tarde de ontem deflagrar um movimento de greve por 24 horas no próximo dia 31 de maio, quando se comemora o aniversário de Juiz de Fora. Na mesma data, será realizada nova assembleia para definir uma agenda de mobilizações regionais. A proposta dos docentes é debater junto aos pais de alunos aspectos da Lei do Piso. Em relação à campanha salarial, as conversas prosseguem com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde. Na rodada da manhã de ontem não houve avanço. Os professores recusaram o índice linear de 5,94% proposto a todos os servidores da Prefeitura. O aumento da carga horária de 20 para 22 horas e meia semanais para cumprir um terço de atividades extraclasse, com pagamento do tempo adicional incorporado aos salários de forma escalonada num prazo de cinco anos, também foi rejeitado.
Ações
Além da curta greve de 24 horas e das mobilizações regionais, os docentes, por meio do Sindicato dos Professores (Sinpro), também preparam uma enxurrada de ações civis públicas individuais exigindo o cumprimento de um terço de atividades extraclasse. Estamos recolhendo documentos dos professores para podermos impetrar as ações em breve, explicou Flávio Bitarello, da coordenação do Sinpro. Pelo mesmo motivo, o sindicato vai preparar uma ação de improbidade administrativa contra o prefeito Custódio Mattos (PSDB). A Prefeitura admitiu publicamente que não cumpre o item que fala sobre as atividades extraclasse. Estamos, então, trabalhando a mais, o que gera um passivo imenso. Essa conta vai ficar para o próximo prefeito. Isso não é permitido pela lei da improbidade. Ainda segundo Bitarello, ações nesse sentido estão sendo ingressadas por sindicatos de outras cidades, sendo que algumas foram acatadas.
A assessoria da Secretaria de Administração e Recursos Humanos informou que as negociações ainda estão em andamento e que será marcada uma nova data para que as conversas continuem.
