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Projeto cria plano diretor cicloviário

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A falta de espaços adequados à utilização de bicicletas na cidade tem sido tema de diversas discussões e projetos de lei na Câmara Municipal e tomou parte da agenda do Legislativo. Tramita na Casa a proposta que visa instituir o Plano diretor cicloviário integrado, de autoria do vereador Flávio Cheker (PT), e foi aprovada, na última quinta-feira, a proposição de José Mansueto Fiorilo (PDT), que dispõe sobre a implantação de ciclofaixas de lazer aos domingos e feriados. Hoje, às 10h30, está prevista reunião com ciclistas na Câmara, para debater o projeto de Cheker.

A proposição do vereador petista pretende instituir uma política municipal para mobilidade urbana, incentivando o uso de bicicleta. É um plano diretor, baseado em experiências bem-sucedidas de outros locais, que visa a uma solução urbanística e dispõe tanto sobre as vias, quanto à necessidade de bicicletários, sinalização e rotas. No projeto, o vereador sugere a identificação das vias com potencial de implantação de ciclovias. Também elenca a infraestrutura necessária ao uso desse meio de transporte e lazer, como locais de estacionamento, pontos de apoio, além de rotas específicas e compartilhadas com as pistas de automóveis.

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Já Fiorilo explica que sua proposta busca solucionar uma das atuais carências do município. A intenção é incentivar a prática esportiva, proporcionando, aos domingos e feriados, algumas faixas livres para o trânsito de bicicletas em vias da região central. Isso já ocorre em outras partes do mundo e do Brasil e, por isso, esperamos que o Executivo sancione e regulamente.

Para o triatleta e professor de educação física Marcos Hallack, há ainda demanda de ciclovia para uso diário da bicicleta como meio de transporte e de espaço destinado aos atletas. O que esperamos é que essas coisas se concretizem, porque Juiz de Fora está muito ultrapassada em relação a outros centros urbanos, defende.

Hallack ressalta que já houve diversas oportunidades desperdiçadas pelo Poder Público para incentivar a prática do ciclismo. Como exemplo, cita a Deusdedit Salgado, que foi completamente revitalizada e, na sua opinião, poderia ter espaço destinado à circulação dos ciclistas. A região do São Pedro também é subutilizada. Quando a Via São Pedro foi feita, não pensaram nisso. O único espaço voltado ao uso da bicicleta existente na cidade é a UFJF. Ainda assim, não atende aos atletas, devido à velocidade que circulamos e à existência de quebra-molas. As margens da futura BR-440 seria um local ideal para ciclofaixa, porque é praticamente toda plana e tem uma extensão suficiente. Mas o projeto não contempla isso, observa.

Conforme a assessoria da Settra, o único projeto de implantação de ciclovia em andamento na secretaria é referente à Zona Norte. A proposta técnica e o plano básico foram realizados pela JMPS Estudos e Projetos e estão sendo analisados por Settra e Secretaria de Obras, para verificar a viabilidade e o cronograma de serviços. A previsão é que a ciclovia tenha oito quilômetros de extensão e passe pelas avenidas JK e Francisco Bernardino. O vereador Chico Evangelista (PP), que é autor da Lei 12.197/2010, criada para instituir a política de incentivo ao uso da bicicleta, diz que pouca coisa mudou desde que ela foi sancionada. Não está acontecendo nada, não vemos campanhas de estímulo e só sabemos desse projeto da Zona Norte. Precisamos de mais.

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Polêmica em votação de nome de ciclovia

Ontem, a escolha do nome para a ciclovia da Zona Norte, ainda inexistente, esteve na pauta do Legislativo. O assunto se transformou em polêmica e cobrança para que ela saia do papel. Mesmo sem previsão de obras, a proposta do vereador Isauro Calais (PMN) de nomear o trecho de Ciclovia Beatriz Hollanda foi aprovada, apesar da resistência de alguns parlamentares. Não sou contra o nome escolhido, mas como nomear algo que ainda não existe? A Prefeitura está anunciando que vai fazer as pontes e trincheiras este ano, se formos votar nome para cada uma delas antes de existirem vai ficar insustentável, questionou Chico Evangelista. Já José Emanuel (PSC) defendeu a escolha do título, alegando que isso pode ser uma forma de pressionar o Executivo para agilizar o projeto da Zona Norte.

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Conforme Calais, a escolha do nome de Beatriz Hollanda foi pautada no fato de ela ter sido uma médica e triatleta reconhecida e respeitada, que faleceu justamente andando de bicicleta na BR-040. De acordo com Marcos Hallack, que foi treinador de Beatriz, não apenas os atletas, mas qualquer ciclista acaba se arriscando pela falta de opção de vias adequadas e seguras. Temos que recorrer às rodovias, já que hoje não há espaço na cidade que nos atenda.

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