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Prefeituras cancelam carnaval

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Duas cidades da região, Tocantins e Santos Dumont, cancelaram o carnaval deste ano, em função da ausência de verbas para a realização das festividades. Conforme o comunicado oficial publicado no portal da Prefeitura de Tocantins, a suspensão aconteceu para evitar problemas relacionados a falta de recursos, uma vez que municípios de pequeno porte estão sofrendo “graves cortes nos repasses do Estado e da Federação”.

O chefe do Executivo de Tocantins, Antônio Carlos Dias (Alemão-DEM), em nota, disse que a Administração está agindo com cautela, procurando manter a estabilidade, para que a crise não afete diretamente os setores de saúde, educação, esporte, lazer, social, as obras e os serviços públicos. “Decisões como essa são difíceis de serem tomadas, parecem radicais, mas ao longo do tempo, refletem nosso compromisso com a cidade”, afirmou.

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O prefeito de Santos Dumont, Bebeto Faria (PP), justificou, em nota, que a queda na arrecadação municipal e a crise econômica contribuíram para inviabilizar a realização da festa na cidade. A decisão, segundo ele, é para garantir verbas para a realização de obras previstas para 2015. “Nós sabemos que o carnaval é a alegria do povo. Mas a realidade financeira do nosso país e da nossa cidade não nos permitiu outro caminho.”

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, o carnaval em Santos Dumont custaria aos cofres públicos, pelo menos, R$ 1 milhão, porém, neste mês de janeiro, a cidade já teve perdas que ultrapassaram a casa dos R$ 200 mil, ao se comparar com 2014. Além disso, os repasses mensais do Governo federal para a educação e a saúde estão sendo feitos com até 90 dias de atraso.

Juíza quer adequações em São João

O município de São João Nepomuceno vive um imbróglio a respeito da realização de seu tradicional carnaval. Recentemente, uma portaria emitida pela juíza Flávia Vasconcelos estabelece mudanças envolvendo a segurança pública, a distribuição de bebidas alcoólicas e a permanência de menores de idade, para que a festa ocorra sem problemas.

A Prefeitura, por meio de sua assessoria imprensa, informou que pretende atender às exigências da Justiça, porém, destacou que o orçamento para este carnaval será mais enxuto. “Precisamos fazer a contratação de seguranças para blocos e escolas de sambas, oriundos de empresas cadastradas na Polícia Federal. Este item implica em mais investimentos na folia”, disse a nota.

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Na próxima terça-feira, acontece uma reunião com representantes dos blocos carnavalescos e das escolas de samba, para discutir e apresentar as medidas possíveis para garantir a realização do carnaval. Em Juiz de Fora, o carnaval, que acontece de forma antecipada, está mantido pela Prefeitura de Juiz de Fora.

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