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Aécio: Lula se apequena

tucano falou que caso eleito tera relacao republicana com fernando pimentel

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Tucano falou que, caso eleito, terá relação republicana com Fernando Pimentel
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Tucano falou que, caso eleito, terá relação republicana com Fernando Pimentel

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Na reta final da campanha presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB) voltou a Minas Gerais ontem, onde conversou com a imprensa e realizou ato em Belo Horizonte. O candidato respondeu às críticas feitas a ele pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vem exercendo um papel mais atuante na campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição. Lula chegou a chamar o tucano de “filhinho de papai” e afirmou que o eleitor que votar no ex-governador de Minas estará optando pelo “atraso” e pelo “retrocesso”. “O Lula não está disputando as eleições. Então, eu ignoro. Apenas lamento que um ex-presidente da República se permita prestar um papel tão inexpressivo como este. É triste. Ele apequena sua biografia”, disparou.

A ofensiva contra os adversários não se reservou apenas ao posicionamento do ex-presidente Lula. Aécio voltou a criticar a campanha de Dilma. “É a campanha da infâmia. Dos 22 comercias que eles produziram no segundo turno, 19 foram para me atacar. Quem não tem o que falar sobre o futuro perdeu as condições de governar o Brasil.” O tucano voltou a reiterar o compromisso com a manutenção dos programas sociais. “Em especial, o Bolsa Família.” Também afiançou o objetivo de fortalecer os bancos públicos e dos aposentados.

“Vamos rever o fato previdenciário e encontrar uma forma de não punir os aposentados brasileiros como vem acontecendo agora.” Aécio também afirmou ter compromisso com a manutenção da política de ganho real do salário mínimo e se colocou como único nome capaz de fazer o país alavancar o crescimento econômico. “Vamos manter a política de ganho real do salário mínimo. Mas isso só irá impactar na vida daqueles que recebem o salário se o país voltar a crescer. Minha candidatura é a única capaz disso.”

Sobre a abertura de inquérito para investigar as suspeitas de irregularidades nas obras do aeroporto de Cláudio, o tucano foi taxativo: “Tem que investigar.” Alvo de ponderações do Ministério Público Federal em Minas Gerais, o aeródromo foi construído durante o segundo mandato de Aécio no Governo de Minas, com custo estimado em R$ 14 milhões. A obra foi executada em área desapropriada antes pertencente a um tio-avô do tucano e operava sem autorização da Anac.

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Democratização

Além da imprensa nacional, o tucano concedeu uma entrevista coletiva a vários veículos de comunicação do interior de Minas Gerais. Durante o encontro, afirmou o objetivo de democratização da mídia e das verbas públicas de publicidade. O tucano disse ainda que conhece a realidade de todas as regiões do estado e que pretende manter uma relação republicana com Fernando Pimentel (PT), governador eleito em Minas Gerais ainda no primeiro turno, que derrotou Pimenta da Veiga (PSDB), candidato apoiado por Aécio.

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Dilma defende programas de seu governo e diz que país não pode retroceder

Brasília (Agência Brasil) – A quatro dias do segundo turno, a candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, fez campanha nesta quarta-feira 22) em Uberaba, no Triângulo Mineiro, cidade onde viveram sua mãe e seus avós. Durante ato político em uma praça, ela disse que na reta final da eleição quis voltar às “raízes”.

Ao lado do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, de prefeitos e lideranças locais, Dilma fez breve discurso em que destacou programas sociais de seu Governo, como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Disse que a parceria entre o novo governo mineiro, do PT, e o Palácio do Planalto nos próximos quatro anos será fundamental para o desenvolvimento do estado.

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“Vamos transformar Minas Gerais, trazer para Minas o desenvolvimento, a infraestrutura e os programas sociais. Sabemos que o povo mineiro é aquele povo com garra, que batalha para melhorar a vida da sua família, mas para isso é bom que tenha oportunidades; e nós assumimos o compromisso dessa criação de oportunidades para mineiros e mineiras. Seremos parceiros e faremos o melhor governo em parceria que Minas já viu. O Pimentel no Palácio da Liberdade e eu lá em Brasília”, disse.

A candidata do PT voltou a criticar as propostas de seu adversário, Aécio Neves (PSDB), para a política econômica e a comparar as gestões tucanas com os governos do PT. “Nessa campanha está em jogo o futuro do país, sabemos quem, no passado, desempregou, quem conseguiu bater o recorde de desemprego em 2002, foi o governo Fernando Henrique Cardoso. Não vamos permitir nem admitir que o Brasil retroceda”.

Dilma disse ainda que, em um eventual segundo mandato, pretende manter e avançar em conquistas sociais. “O povo tem de ser capaz de defender as suas conquistas. Temos que fazer muito mais pelo Brasil na educação, na saúde e na segurança”, acrescentou.

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Depois de Uberaba, a candidata petista fez campanha no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio Janeiro. Ela fez uma caminhada pelas ruas do centro da cidade, acompanhada principalmente por mulheres. Mesmo com a voz rouca, Dilma falou aos jornalistas minutos antes da passeata e fez um pequeno discurso ao fim do evento, em que destacou a política de combate à violência contra a mulher.

Dilma Rousseff defendeu também a construção de mais creches, como forma de garantir liberdade para as mulheres e igualdade de condições às crianças de todas as classes sociais. “A creche e a pré-escola não é só porque ela trabalha. É porque é uma questão essencial para a gente atacar a desigualdade das crianças na raiz. É ali que está a desigualdade de oportunidade, entre uma criança filha de pais de classe média e uma criança filha de pais da classe mais pobre do país.”

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