Dos 17 nomes anunciados pelo prefeito eleito Bruno Siqueira (PMDB) para compor o primeiro escalão da PJF, seis buscaram sem sucesso uma cadeira na Câmara Municipal nas últimas eleições. São eles os vereadores Flávio Cheker (PT), José Sóter de Figueirôa Neto (PMDB), Francisco Canalli (PMDB) e Luiz Carlos Santos (PTC), além de Basileu Tavares (PCdoB) e Nilson Ferreira Neto (PMDB). O engenheiro Márcio Deotti (PPS), que também esteve na última disputa proporcional, foi indicado para Subsecretaria da Defesa Civil. Na próxima semana, quando deve ser anunciado os seis nomes restantes da equipe de Governo, a lista de candidatos a vereador derrotados deve aumentar. Isso porque o vereador José Laerte (PSDB) é apontado como provável nome para assumir a Secretaria de Saúde.
Embora no mesmo barco, os secretários oriundos da disputa pela Câmara Municipal percorreram caminhos diferentes até chegar ao futuro secretariado. Figueirôa e Canalli tinham acordo com Bruno costurado ainda na fase de definição da candidatura própria pelo PMDB. Pela mesma situação, outros peemedebistas devem integrar os demais escalões da Prefeitura. Luiz Carlos entra na cota do PSD, que é coordenado pelo seu irmão, o deputado estadual Wilson Batista (PSD). O partido foi responsável por preciosos minutos da coligação encabeçada pelo PMDB durante a campanha eleitoral. A indicação de Basileu partiu do PCdoB de Minas. As conversas aconteceram após as eleições e envolveram o ex-secretário do Ministério do Esporte, Wadson Ribeiro.
Flávio Cheker é considerado da cota pessoal do prefeito eleito. Bruno teria feito o convite pessoalmente ao ex-companheiro de Câmara Municipal. Os dois garantem que, em nenhum momento, a participação do PT na futura administração chegou a ser ventilada. Pesou a longa trajetória do petista com os movimentos sociais do município. O mesmo aconteceu em relação a Nilson, que já esteve à frente do Procon em outras ocasiões. No caso de confirmação de José Laerte, mesmo sendo o atual presidente do PSDB de Juiz de Fora, seu nome será uma indicação do secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Marques (PPS), e do deputado federal Marcus Pestana (PSDB). Assim como no caso do PT, não há no provável anúncio de José Laerte nenhuma relação com a entrada do PSDB no futuro Governo.
Uma mulher no 1º escalão
O número de ex-vereadores e candidatos derrotados na futura administração contrasta com a escassez de mulheres. Até agora, apenas Rafaela Medina, que será responsável pela Comissão Permanente de Licitação (CPL), representará a ala feminina do Governo. Alguns membros da futura gestão, no entanto, garantem que, no segundo escalão, a proporcionalidade deve se inverter. Ainda assim, restam seis pastas sem titulares. Como o engenheiro André Borges e José Laerte aparecem com certo favoritismo para ocuparem, respectivamente, a Cesama e a Secretaria de Saúde, restaram apenas as secretarias de Transporte e Trânsito e Planejamento e Desenvolvimento Econômico, além da Funalfa e da Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro). No último caso, caberá à própria direção da entidade a formulação de uma lista tríplice de indicados.
