Em frente ao prédio onde funciona a Justiça Federal na cidade, os servidores da instituição realizaram um ato para, entre outras reivindicações, cobrar melhores salários. De acordo com a diretora de base do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciários Federal em Minas Gerais (Sitraemg), Sônia Peres, a categoria luta pela recomposição de perdas inflacionárias e ganho real de 1,23%. Estamos há cinco anos sem reajuste. Apesar do Plano de Cargos e Salários prever um índice de reajuste de 56% sobre o vencimento básico da categoria, o impacto do reajuste seria de 33,48% na folha do sistema judiciário. Brigamos por reposição salarial, já que a inflação acumulada no período foi de 32,25%.
A categoria volta a se reunir na próxima terça-feira, quando representantes de várias unidades do Sitraemg no estado irão discutir os rumos da campanha salarial. Vamos deliberar sobre a possibilidade de greve, que já foi deflagrada em outros estados como Rio de Janeiro e Bahia, explica Sônia.
O principal ato da mobilização nacional aconteceu em Brasília. Mais de dois mil manifestantes se reuniram no Congresso Nacional pela manhã protestando pela pela valorização das carreiras. Entre as ações, um manifesto de magistrados e representantes do Ministério Público foi entregue ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso. O documento reitera suas reivindicações de melhorias salariais e maior segurança para juízes e procuradores.
