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Palavra do candidato

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"Juiz de Fora e região têm enfrentado, nos últimos anos, um crescimento dos crimes violentos, inclusive homicídios. Entre os problemas mais graves estão o envolvimento de gangues e a disputa de espaço para o tráfico, agravados pela participação de adolescentes. Qual é a proposta do senhor para reduzir a participação dos jovens na criminalidade? O Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator é uma realidade na capital desde 2009. Se eleito, o senhor pretende levá-lo para o interior? Em que prazo?" Marise Baesso, editora de Geral

 

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Fernando Pimentel (PT)

Vamos ampliar, em todo o estado, os centros de recuperação de jovens e adultos dependentes químicos nos próximos anos. Hoje, quem faz esse trabalho é a sociedade civil e, em alguma medida, as igrejas, sem apoio do Governo do estado. O combate à violência começa pela educação, passa pela assistência aos dependentes químicos e chega à esfera das polícias Civil e Militar. Na educação, vamos investir nas escolas em tempo integral. Também vamos garantir melhores condições de trabalho à polícia. Ela será reequipada, treinada e melhor remunerada.

 

Fidelis Alcântara (PSOL)

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A segurança pública deve assegurar direitos e não excluir o cidadão infrator, com a internação, nem tratá-lo como inimigo, prática comum da PM. O Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional – CIA – é estrutura importante por ser especifico para receber crianças e adolescentes, mas não deve ser considerado como única solução, devemos considerar a importância de definir a regulamentação das drogas com padrões de produção, distribuição e consumo, além de políticas públicas de prevenção ao abuso.

 

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Pimenta da Veiga (PSDB)

Criminalidade não se resolve só com ação policial. Vamos levar educação integral para toda rede estadual, e o jovem ficará mais tempo na escola e distante dos riscos das ruas. Do jeito que as drogas entram no nosso país, fica difícil combater o tráfico, causa maior da violência. E o cerco às fronteiras é tarefa do Governo federal, que não faz o dever de casa. O CIA no interior é importante e precisa de parceria com Ministério Público e Judiciário. Vamos ampliar programas de prevenção ao crime, como o "Fica vivo". E colocar mais policiais e viaturas nas ruas, para o cidadão ter mais segurança e o criminoso, mais medo.

 

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Tarcísio Delgado (PSB)

O aumento da criminalidade não é apenas em Juiz de Fora. Todo o Estado de Minas teve, nos últimos 3,4 anos, incrível aumento dessa infração, fazendo o estado atingir o primeiro lugar no índice de criminalidade no Brasil. Isto, inclusive, está reduzindo a competitividade do estado. Os empreendedores vêm evitando Minas. Quanto à criminalidade de menores, há que se tomar providências urgentes, não de repressão e sim de prevenção. Fazer o que fizemos com o programa "Pequeno jardineiro", na nossa administração em Juiz de Fora. Oferecer aos jovens opções deferentes da droga e do crime. É possível e fizemos isso em Juiz de Fora no período em que estivemos à frente da Prefeitura.

 

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Túlio Lopes (PCB)

Defendemos: I – a criação de conselhos populares da juventude; II – uma escola em tempo integral abrangendo a formação profissional e cultural, tendo o trabalho como um princípio educativo; III – a construção de centros culturais, com salas para acesso à internet, biblioteca, livraria, cinema, teatro, espaço para dança e exposições; IV – o combate ao crack e outras drogas pesadas por meio de políticas de prevenção de saúde pública, educação, serviços sociais, e não pela repressão policial; V – legalização da maconha, encerrando o ineficaz combate repressivo e combatendo diretamente o tráfico de drogas.

Os candidatos Eduardo Ferreira (PSDC) e Cleide Donário (PCO) não responderam

 

 

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