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Professores da UFJF decidem manter greve

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Os docentes da UFJF decidiram ontem em assembleia manter a greve que já dura três meses na cidade. Professores de outras 52 instituições federais de ensino também continuam com o movimento, segundo informações do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN).

Segundo o presidente da Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes), Rubens Luiz Rodrigues, a reunião de ontem contou com 120 professores, e a maioria referendou a contraproposta apresentada pelo Andes-SN na tentativa de reabrir as negociações com o Executivo federal. Agora vai depender da sensibilidade do Governo perante a contraproposta da categoria.

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O comando nacional de greve elaborou a contraproposta a partir de indicações das assembleias gerais realizadas na última semana. As alterações respeitam os princípios da proposta do Andes-SN, alterando o valor do piso para R$ 2.018,77 e o percentual dos degraus entre níveis de 5% para 4%, afirma em nota a entidade. Apesar de ainda não haver encontro marcado com o Governo, os representantes dos professores esperam ser recebidos em breve para apresentar o documento reivindicatório.

Amanhã, às 14h, servidores federais de diversas instituições programam passeata pelas ruas do Centro como forma de protesto. A manifestação ocorre no mesmo dia em que está marcada nova assembleia dos técnico-administrativos da UFJF. Apesar de, na última segunda-feira, a categoria ter decidido manter o movimento, a votação apertada (34 votos contra 30) indica que os servidores começam a ficar divididos. Conversas de bastidores revelam que a indicação do movimento nacional é para que a categoria tente melhorar os índices, mas aceite a proposta do Governo até a próxima semana.

Por todo o país

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Em greve desde segunda, agentes da Polícia Rodoviária Federal que exercem chefia entregaram os cargos à superintendência regional do Rio de Janeiro ontem. Em Salvador, fiscais do Ministério da Agricultura, parados desde o dia 6, distribuíram oito toneladas de arroz e feijão em protesto contra a substituição de funcionários federais por estaduais e municipais e a suspensão, pelo STJ, da paralisação em alguns setores. No Distrito Federal, servidores do Ministério das Relações Exteriores decidiram parar novamente depois de o Governo não chamá-los para negociações entre 13 e 17 de agosto. Hoje haverá reunião com o Ministério do Planejamento. Já os auditores fiscais do trabalho avaliam amanhã a proposta de aumento de 15,8%.

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