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Médicos mantêm paralisação por reajuste

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Médicos vinculados à Prefeitura de Juiz de Fora decidiram, em assembleia na noite de ontem, manter a paralisação das atividades até sexta-feira. Eles reivindicam 7,19% de recomposição salarial e não concordam com a proposta de reajuste da Administração, que prevê o reajuste com base na Lei Eleitoral de 1997, concedendo apenas o IPCA de janeiro a junho. A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada na noite de ontem na Sociedade de Medicina e Cirurgia. Na semana passada, a categoria aprovou a paralisação até ontem, como forma de fortalecer o movimento do Fórum Unificado dos Sindicatos dos Servidores Municipais, que segue em greve nos demais setores. Os médicos participam hoje da reunião do Fórum com a Prefeitura.

Ontem, a Tribuna publicou uma reportagem que mostrava os efeitos da greve dos servidores públicos, deixando a população desassistida na saúde com a adesão dos médicos. O problema atingia principalmente as unidades de atenção primária à saúde (Uaps) e as unidades de urgência e emergência. Nestes locais, apenas os casos graves estavam sendo atendidos, ou seja, aqueles que são classificados com as cores laranja e vermelha na triagem. Conforme o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, apenas 17 unidades não haviam aderido à greve. As demais estão funcionando parcialmente ou não estão funcionando. “Com a mobilização na assembleia de ontem, a adesão pode ter ganhado força”, analisou.

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