Em audiência pública realizada na tarde desta segunda-feira (21) na Câmara, vereadores e representantes da Prefeitura debateram o projeto de lei que estima receitas e fixa despesas para o exercício financeiro de 2017. A peça prevê um orçamento de R$ 1 bilhão e 995 milhões, o que, em comparação aos valores aprovados para este ano, significa um crescimento nominal de 4%, abaixo das projeções inflacionárias para 2016, próximas a 6,8%. Durante o encontro, o secretário de Planejamento e Gestão, Argemiro Tavares, detalhou vários pontos da peça orçamentária que tramita no Legislativo. Entre outros pontos, subtraindo-se despesas com pessoal e de custeio, o titular da Seplag destacou que o Município prevê investimentos de aproximadamente R$ 286 milhões em investimentos de infraestrutura pública na cidade.
Em sua fala, Argemiro destacou alguns dos principais investimentos para o ano que vem. Entre as ações previstas estão a alocação de verbas para obras, como a destinação de R$ 17,2 milhões para o ginásio municipal; de R$ 21 milhões para o hospital de urgência e emergência e de R$ 12 milhões para a revitalização do Museu Mariano Procópio. Há também a estimativa da disponibilização de R$ 26,4 milhões para pavimentação asfáltica; R$ 27,5 milhões para intervenções de contenção de encostas; e de R$ 57,4 milhões para intervenções viárias.
Durante a audiência, também foram confirmados os valores a serem disponibilizados para cada vereador sugerir emendas ao orçamento para 2017. Após alguns ruídos de comunicação, a presidente da Comissão de Finanças da Câmara, a vereadora Ana Rossignoli (PMDB), e representantes do Poder Executivo confirmaram que, para o ano que vem, o teto para apresentação de acréscimos parlamentares será de R$ 2 milhões e 470 mil. Assim, cada vereador poderá fazer sugestões de ações que, somadas, não poderão ultrapassar R$ 130 mil.