
Funcionários da esfera estadual se reuniram no Tribunal do Júri
Como forma de reação à morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada no dia 12 de agosto, em Niterói (RJ), foi celebrado nesta quarta-feira (21) o Dia Nacional de Mobilização da Magistratura. A data foi marcada por manifestações dos diversos setores da comunidade forense em todo o país. Entre as reivindicações, novas políticas de segurança remuneratória e melhores condições para a realização dos trabalhos judiciários.
Em Juiz de Fora, representantes da esfera estadual do Poder Judiciário se reuniram no Fórum Benjamin Colucci. Presidente do Tribunal do Júri, o juiz José Armando da Silveira abriu os trabalhos, mas nenhum julgamento foi realizado. "Hoje é um dia especial. O Judiciário não pode continuar sendo o primo pobre dos três poderes. Não é uma paralisação ou uma greve. É um alerta. Queremos uma Justiça mais rápida, com condições de oferecer conforto aos usuários."
Em frente ao prédio onde funciona a Justiça Federal na cidade, os servidores da instituição realizaram um ato para, entre outras reivindicações, cobrar melhores salários. De acordo com a diretora de base do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciários Federal em Minas Gerais (Sitraemg), Sônia Peres, a categoria luta pela recomposição de perdas inflacionárias e ganho real de 1,23%.
"Estamos há cinco anos sem reajuste. Apesar do Plano de Cargos e Salários prever um índice de reajuste de 56% sobre o vencimento básico da categoria, o impacto do reajuste seria de 33,48% na folha do sistema judiciário. Brigamos por reposição salarial, já que a inflação acumulada no período foi de 32,25%."
A categoria volta a se reunir na próxima terça-feira, quando representantes de várias unidades do Sitraemg no estado irão discutir sobre os rumos da campanha salarial. "Vamos deliberar sobre a possibilidade de greve, que já foi deflagrada em outros estados como Rio de Janeiro e Bahia", explica Sônia.

