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Luta contra terceirização de HUs

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A Comissão de Saúde da Câmara irá preparar duas representações contrárias à adesão dos hospitais universitários da UFJF à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), empresa pública de direito privado criada pelo Governo federal com o intuito de administrar os HUs. Os documentos serão encaminhados para a presidente Dilma Roussef (PT) e para o Conselho Superior da UFJF, responsável pela decisão final sobre a adesão ou não das instituições acadêmicas à Ebserh.

A iniciativa foi definida ontem, durante audiência proposta a pedido do Comitê em Defesa do HU, formado por Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos das Instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora (Sintufejuf), Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes-JF), Diretório Central dos Estudantes (DCE), Conselho Regional de Serviço Social (Cresse), Comitê Central Popular e Coletivo Piracema. O temor é de que a medida represente a privatização dos hospitais, o que poderia acarretar na realização de atendimentos por convênios em detrimento do SUS e a desvinculação da UFJF.

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As opiniões contrárias à adesão foram praticamente unânimes. A adesão faria com que o HU deixasse de lado a sua inspiração acadêmica, dando espaço para práticas como a chamada dupla porta, com a fila dos convênios particulares andando mais rápido que a do Sistema Único de Saúde (SUS) afirmou Flávio Sereno, do comando de greve dos servidores da UFJF. O combate à instalação da Ebserh faz parte da pauta de reivindicação do movimento grevista da categoria, que completa 71 dias.

Diretor geral dos HUs da UFJF, o professor Dimas Augusto Carvalho de Araújo também mostrou preocupação. Temos uma gestão plural. Lutamos para que a UFJF permaneça soberana sobre estas unidades acadêmicas da mesma forma como funciona hoje. Caso esta empresa seja implantada, que garantias teremos de que projetos acadêmicos e de pesquisa contrários ao interesse dos gestores privados terão o mesmo tratamento e condições de serem tocados adiante como acontece hoje?

O pró-reitor adjunto de Recursos Humanos, Sebastião Luiz de Aquino Girardi, relembrou a importância de se levar todos os questionamentos ao conhecimento dos conselheiros universitários. Temos que lutar por empregos públicos e unir forças para fazer com que o conselho, que dará a palavra final, tome uma decisão favorável aos anseios dos funcionários, da comunidade acadêmica e dos usuários.

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