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Anastasia é indicado para a relatoria

raimundo lira e antonio anastasia devem ficar a frente da comissao

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Raimundo Lira e Antônio Anastasia devem ficar à frente da comissão
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Raimundo Lira e Antônio Anastasia devem ficar à frente da comissão

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Brasília (AE) – Um acordo feito entre o PMDB e o PSDB ontem, no Senado permitiu que o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), um dos principais aliados do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), seja o indicado a relatar os trabalhos no colegiado. Ele já se declarou a favor do impedimento da petista. Já o nome apontado para presidir a comissão é o do senador Raimundo Lira (PMDB-PB). A comissão se reunirá para eleger os escolhidos na segunda-feira para, no dia seguinte, começar os trabalhos. A expectativa é de que o parecer seja apreciado pelo colegiado no dia 11 de maio e, imediatamente no outro dia, em plenário.

Ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, definiu que vai enviar ao Senado, nos próximos dias, o roteiro que deve ser seguido no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A ideia é que a Casa siga o que foi definido pela Corte em dezembro, quando ficou decidido que o Congresso deveria adotar o mesmo rito do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992.

Dona da maior bancada da Casa, com 18 senadores, o PMDB tinha direito a escolher entre a presidência e a relatoria dos trabalhos. Mas fechou um acordo nos bastidores com os tucanos para os peemedebistas ficarem com o comando da comissão e os tucanos, com a relatoria. Os dois partidos acertaram previamente – e conseguiram convencer outras legendas na reunião de líderes na terça-feira – realizar a escolha para os dois cargos a partir dos blocos partidários e não por bancadas. Isso garantiu aos tucanos, com bloco maior que o do PT, direito à segunda escolha, no caso, a relatoria.

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Três partidos apontam nomes

Brasília (AE) – A bancada do PMDB do Senado apresentou ontem os nomes para compor a comissão especial do impeachment com um viés majoritariamente favorável à interrupção do mandato da petista. Das cinco vagas reservadas como titulares, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira indicou quatro que já se declararam, conforme o Placar do Impeachment publicado pelo Grupo Estado, a favor do impedimento da presidente: Rose de Freitas (ES), Simone Tebet (MS), José Maranhão (PB) e Waldemir Moka (MS). O senador Raimundo Lira (PMDB-PB), indicado por Eunício para ocupar a presidência do colegiado, consta da última atualização do Placar como a favor do impeachment. Lira, entretanto, disse à reportagem que é indeciso – mesma posição de hoje mais cedo do Placar.

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O Bloco Parlamentar Democracia Progressista, composto por PP e PSD, também anunciaram os nomes. As indicações demonstram mais uma derrota para o Governo, já que os senadores titulares têm perfil oposicionista. Ana Amélia (PP-RS), José Medeiros (PSD-MT) e Gladson Cameli (PP-AC) serão os três nomes titulares do bloco na comissão. Entre os suplentes, foram indicados Sérgio Petecão (PSD-AC), Otto Alencar (PSD-BA), Wilder Morais (PP-GO). Os seis blocos partidários do Senado devem fazer suas indicações até amanhã. Até o momento, faltam as indicações do Bloco da Maioria, composto pelo PMDB, e do Bloco de Apoio ao Governo, integrado por PT e PDT.

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