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Professores protestam acorrentados no Calçadão

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Ato público começou às 9h e se estendeu até as 18h
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Ato público começou às 9h e se estendeu até as 18h

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Um grupo de professores da rede estadual de ensino repetiu ontem, em Juiz de Fora, o gesto já realizado em Belo Horizonte e passou nove horas acorrentado a um poste no Calçadão da Rua Halfeld. O protesto serviu, nas palavras dos cartazes segurados pelos docentes, para simbolizar os grilhões do "Governo fora da lei" e do "piso miserável de R$ 369". O ato público começou às 9h e se estendeu até as 18h. No fim da tarde, a coordenadora regional do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Victória de Fátima Mello, destacou que a atitude extrema foi uma das formas encontradas para chamar a atenção da população para as razões da greve em escolas mineiras, que já dura 105 dias.

A paralisação dos docentes foi considerada ilegal na última sexta-feira por liminar favorável ao Governo de Minas expedida pelo desembargador Roney Oliveira, da 2ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O Sind-UTE recorreu da decisão ontem e alegou que, em julho, por duas vezes, entrou com medida cautelar na Justiça pedindo uma audiência de conciliação com o Executivo. De acordo com o sindicato, contudo, o mesmo desembargador, em ambas as ocasiões, afastou "a urgência e o perigo" e indeferiu a solicitação.

Tanto o Judiciário quanto a Administração afirmam, por sua vez, que a greve dos educadores é abusiva e que fere o direito à educação. Nesta manhã, os sindicalistas vão se reunir com o líder do Governo na Assembleia, deputado Luiz Humberto, para uma tentativa de entendimento. Entretanto, Victória considerou que, se a conversa "não for satisfatória", a tendência é a greve continuar, contrariando a determinação judicial para que os professores retornem às salas de aula. "Esse contingente parado não está disposto a voltar para a escola sem conquista." A categoria faz uma nova assembleia hoje à tarde para definir os rumos do movimento.

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