O ex-prefeito de Juiz de Fora Tarcísio Delgado (PSB) foi, na noite desta quarta-feira (20), o terceiro e último entrevistado do MGTV, da TV Globo Minas, na série com os candidatos a governador de Minas Gerais. Tarcísio teve de responder a questões sobre o programa de Governo do PSB para o estado, sobre um indiciamento por suposto uso de espaço público para campanha eleitoral e sobre o apoio dos colegas de legenda à sua campanha, uma vez que setores do PSB estariam descontentes com o nome próprio na corrida ao Palácio Tiradentes, preferindo apoiar o candidato tucano Pimenta da Veiga. Entre estes nomes está o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda.
"O prefeito da capital não seguiu a orientação do partido. A divisão se dá aí. Mas o resto do partido esta próximo", respondeu Tarcísio, quando indagado sobre a dissidência de Lacerda. Quando questionado sobre um suposto uso em campanha do edifício da Câmara Municipal de Santos Dumont, Tarcísio disse que a acusação é inócua. Segundo o candidato, foi realizada uma reunião na sede do Legislativo e, depois, feita a campanha na rua, em frente ao prédio. O ex-prefeito enfatizou a austeridade de suas administrações para refutar a hipótese de que tenha cometido ato ilícito. "Querer me pegar (em acusação de corrupção) é buscar chifre em cabeça de cavalo", respondeu.
A apresentadora chegou a apontar que o programa de Governo de Tarcísio seria uma cópia do documento nacional do partido, preparado para a campanha de Eduardo Campos – morto na última semana – à presidência da República. O candidato rebateu dizendo que não se preocupa em não ter um programa específico para Minas. "Programa muito bem elaborado é para candidato colocar na prateleira após ganhar a eleição", argumentou, dizendo que o importante é adaptar as questões nacionais ao estado, fazendo uso da sensibilidade do administrador.
