Seis chapas participam do processo eleitoral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFJF, que será realizado nos dias 6 e 7 de julho. A campanha teve início no último sábado com a movimentação dos concorrentes nas redes sociais. O processo ocorre depois de quase dois anos que a última chapa deixou o órgão, em 2014. A comissão eleitoral recebeu, até a última sexta-feira, a inscrição de sete chapas, no entanto, uma delas foi indeferida. A proposta é de que sejam realizados dois debates em Juiz de Fora e um em Governador Valadares. No dia da votação, as urnas serão instaladas nas 20 seções dos dois campi.
A chapa 1 é denominada “Pro dia nascer feliz”, formada por estudantes que participam de grupos de educação tutorial, associações atléticas, centros e diretórios acadêmicos e empresas juniores. O grupo prega o sentimento de esperança, felicidade e gentileza e defende que o DCE não seja “aparelhado por um ou outro partido político”. Entre as propostas da chapa, está a criação de do aplicativo “Fala Garot@”, para que os alunos possam participar com fotos, sugestões, dúvidas e denúncias.
Composta por estudantes de esquerda, a chapa 2, “Lutar sem Temer”, defende recursos para a permanência estudantil, o combate às opressões, diálogo com os trabalhadores da universidade, o fim da proibição de festas no Campus da UFJF, a retomada da sede do DCE no centro, políticas de segurança, entre outros. A proposta é se firmar como uma chapa combativa, em um debate crítico, sendo uma alternativa aos estudantes, questionando e combatendo os ataques de governos à juventude.
Já a chapa 3, tem como o nome “Amanhecer popular – de mãos dadas com a democracia”. O grupo deseja mobilizar os alunos contra o corte nos projetos de extensão, das bolsas de iniciação à docência e de iniciação científica, impulsionando a assistência estudantil. Participam alunos integrantes do Levante Popular da Juventude e estudantes ligados a centros e diretórios acadêmicos. O grupo se posiciona também contra a privatização e flexibilização da gratuidade do ensino, corte de recursos da educação, ameaça ao SISU e às cotas sociais e raciais.
Apresentando-se como um projeto novo e eficiente, a chapa 4, “Marco zero”, afirma não possuir vínculo com nenhum partido político. O grupo quer conscientizar estudantes de seus direitos e criar uma aproximação entre diretórios e centros acadêmicos, atléticas, empresas juniores, programas e grupos de educação tutorial, entre outros. A proposta é estabelecer um horário fixo de atendimento em horários estratégicos para solucionar dúvidas dos alunos. O grupo também pretende criar um site do DCE, promover reuniões mensais com o conselho e uma assembleia bimestral com o estudantes.
A chapa 5 tem como nome “Não temos tempo de Temer”, constituída por estudantes de todas as áreas da universidade, com forte protagonismo dos estudantes do Campus de Governador Valadares. O grupo traça como desafios as reformas curriculares, a conquista efetiva da transparência e da participação, além do término das obras necessárias. Os concorrentes também se propõem a atuar em conjunto com a educação pública brasileira, lutando contra a cobrança de mensalidades nas universidades, fim das bolsas de permanência estudantil e a privatização da universidade pública.
Defendendo um modelo de participação política entre os alunos, voltado apenas para a universidade, a chapa 6, “Livres para escolher”, tem como propostas a melhoria dos projetos de extensão, incentivo ao empreendedorismo e criação de empresas juniores. O grupo afirma ter representantes em mais de 20 cursos da universidade, entre eles institutos de ciências humanas , exatas e engenharia e biológicas. Em seu projeto, há propostas de criar um canal “UFJF sem Opressão”, além de pleitear melhorias nos horários de bibliotecas, ônibus circulares e disciplinas eletivas para estudantes.
