Diante dos impasses surgidos nas discussões referentes à campanha salarial 2012, os médicos da rede municipal decidiram suspender as negociações com a Prefeitura. A categoria pretende partir para uma nova estratégia, que prevê denúncias públicas sobre o que classificam como precarização do sistema de saúde na cidade em diversos segmentos. As ações foram definidas em assembleia realizada ontem à noite, na Sociedade de Medicina. Os profissionais pretendem ir ao Ministério Público, ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e ao Conselho Municipal de Saúde (CMS) para fazer as denúncias. No encontro, também ficou definida a manutenção do estado de indicativo de greve.
A única evolução que tivemos até aqui foi a publicação do edital, no último dia 13, para a contratação de médicos para o Programa Saúde da Família. Uma evolução entre aspas, pois tivemos a garantia de que seriam abertas 90 vagas, mas, no edital, constam apenas 50 vagas efetivas e outras 40 para o preenchimento de cadastro reserva, avalia o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão.
Segundo o sindicato, uma das justificativas para a suspensão das negociações com o Executivo é a recusa do prefeito Custódio Mattos em receber representações da categoria para discutir os problemas e demandas da classe médica em Juiz de Fora. Temos pelo menos cinco solicitações protocoladas entre 2011 e 2012.
Os médicos têm uma nova assembleia agendada para o próximo dia 3 de julho. Sobre as questões pertinentes aos problemas constantes no edital publicado pela Prefeitura, duas reuniões devem ser realizadas no CMS, uma no próximo dia 27 e outra, específica, no dia 4.
