
O baixo índice de investimento público continua sendo desafio para Juiz de Fora, segundo o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) divulgado ontem. No comparativo dos últimos cinco levantamentos, entre 2006 e 2010, a cidade recebeu o pior conceito (gestão crítica) nesse quesito. Ainda assim, o município manteve-se acima da média nacional no IFGF (0,5393), obtendo classificação de boa gestão (0,679), com conceitos A e B em quatro dos cinco itens avaliados (ver quadro).
A pesquisa considerou 5.266 municípios brasileiros, atribuindo notas de 0 a 1 para os cinco indicadores: receita própria, gastos com pessoal, investimentos, liquidez e custo da dívida. Quanto mais próximo de 1, melhor é a avaliação das cidades.
No ranking estadual, Juiz de Fora ocupa a 94ª posição entre 820 cidades e fica atrás de municípios como Muriaé (0,8401), Uberlândia (0,8064), Ubá (0,7259), Lima Duarte (0,6952), Bicas (0,6923) e Belo Horizonte (0,6902). Levando em conta todo o país, fica na 922ª colocação. No comparativo das últimas pesquisas, saiu do IFGF de 0,6078, em 2006, para 0,6790, em 2010, o que representa crescimento de 11,71% e a enquadra entre os 261 municípios mineiros que atingiram boa gestão.
Ascensão
Para o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, André Zuchi, a cidade tem avançado, e o IFGF indica que, "em breve, pode atingir o conceito A" (de excelência). "Estávamos na posição 2.671 em 2008 e subimos para a 922. Devemos ter otimismo, porque saímos do vale e estamos ascendendo. Em relação aos investimentos, o índice não leva em conta o crescimento de 2011, que foi representativo, já que passamos por um período difícil no início da gestão em 2009, que foi um ano de recuperação das finanças", explica Zuchi. O secretário ressalta que, apesar de em 2010 o quesito investimento ter sido considerado crítico pela pesquisa, cresceu 90% em relação a 2009.
A Firjan explica que o índice pretende estimular a "responsabilidade administrativa, por meio de indicadores que possibilitem o aperfeiçoamento das decisões quanto à alocação dos recursos públicos, bem como maior controle social da gestão fiscal dos municípios".

