Uma moção de repúdio enviada à Câmara pelo Sindicato dos Médicos, depois de aprovada em duas assembleias da categoria, foi o argumento usado ontem pelo vereador José Tarcísio Furtado (PTC) para pedir voto contrário à mensagem do Executivo que cria o adicional de incentivo à produtividade no plantão de urgência e emergência (IPP). Atendendo ao pleito da categoria, o parlamentar e médico criticou a Prefeitura por propor uma espécie de comissão aos trabalhadores do setor, a ser paga de acordo com o desempenho individual de cada um, mas correspondente a 30% do valor mensal repassado pelo SUS ao município, referentes aos serviços profissionais de procedimentos cirúrgicos realizados pelos plantonistas médicos da cirurgia e traumatologia e consultas de urgência e emergência. O que os médicos querem é salário digno. Não é gorjeta, não. Enquanto dão para a urgência e emergência, estão penalizando os médicos do PAM Marechal, que recebem R$ 1.300. O vereador Rodrigo Mattos (PSDB), porém, acusou o sindicato da categoria de tentar barrar as medidas propostas pelo Executivo para resolver os problemas da urgência e emergência a fim de pressionar a Administração a aumentar os vencimentos no atendimento secundário. Não há problema para contratar profissionais para o PAM Marechal. Temos que defender os interesses dos cidadãos, e não dos médicos.
