Importantes cidades da Zona da Mata possuem vocações econômicas distintas, como São João Nepomuceno, que desenvolveu a indústria do vestuário, Visconde do Rio Branco, com a fruticultura, e Ubá, com o setor moveleiro. Apesar disso, a região vive, há vários anos, em estado de alerta, apresentando queda na participação do PIB mineiro. Como o senhor pretende dinamizar a economia regional, considerando Juiz de Fora a cidade-polo e as especificidades de cada sub-região? Há algum projeto específico para a questão tributária, uma vez que as empresas locais vêm se deslocando para outros estados em função de incentivos fiscais?
Fernando Pimentel
Nós trabalhamos com o conceito de territórios de desen-volvimento, com ações e iniciativas regionalizadas em áreas que vão da educação à saúde, passando pela infraestrutura. O norte é o aproveitamento das potencialidades de cada região. No caso da Zona da Mata, proponho um pacto pelo crescimento e desenvolvimento da região. Ao lado da FIEMG regional e da UFJF, vamos elaborar um plano que contemple pesados investimentos no polo logístico de Juiz de Fora e uma integração maior entre academia e indústria. Vamos, ainda, criar um conselho fiscal, que funcionou muito bem na Prefeitura de Belo Horizonte, e rever o ICMS, um dos mais altos do país e responsável pela expulsão de 200 empresas mineiras, muitas da Zona da Mata. Afora a discussão que será feita com empresários e trabalhadores, nosso programa prevê a duplicação da BR-116 e a construção do Anel Rodoviário Sul, em Juiz de Fora, ligando a BR-040 à BR-267, em parceria com o Governo federal, além da construção de um contorno ferroviário em Juiz de Fora. É preciso um choque de competitividade para a Zona da Mata.
Pimenta da Veiga
Vamos estimular as potencialidades regionais, abrir mais créditos e orientar os produtores locais. E diversificar a economia, focando na inovação tecnológica, que gera emprego com salário melhor. A atração de empresas deve combinar com reestudo da questão tributária, que não é tarefa isolada de Minas; a reforma tem que ser no Brasil. Cito o caso da Codeme: já estava direcionada para o Espírito Santo, mas ficou em Juiz de Fora porque o Governo estadual compôs uma situação fiscal. A Zona da Mata tem localização privilegiada e deve ter tratamento diferenciado, porque é imprescindível para a economia mineira.
Tarcísio Delgado
Minas vive uma situação de penúria protagonizada pelos últimos governos. A Zona da Mata talvez seja a mais atingida. A região perdeu inúmeros investimentos devido à falta de uma política específica para o desenvolvimento. É urgente fazer a reforma tributária para equalizar os tributos, acabando com a guerra fiscal entre os estados que tanto têm prejudicado Minas.
Os candidatos Túlio Lopes (PCB), Fidélis Alcântara (PSOL), Eduardo Ferreira (PSDC) e Cleide Donária (PCO) não responderam
