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Câmara derruba vetos da PJF

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Em prazo final de apreciação, três vetos totais do prefeito Custódio Mattos (PMDB) foram derrubados pelos vereadores na reunião ordinária de ontem na Câmara. Assim, projetos que versam sobre a obrigatoriedade de instalação de sistemas de localização por GPS nos ônibus do sistema de transporte público da cidade; a disponibilização de banheiros públicos adaptados às necessidades dos pacientes ostomizado, que foram submetidos a cirurgias, com prejuízos ao trânsito normal das fezes ou urina; e a denominação de logradouro no Bairro Centenário, que passa a se chamar de Rua Santa Paulina, serão promulgados pelo Legislativo à revelia do posicionamento do Executivo.

A derrubada mais acalorada foi a da matéria que obriga a instalação de GPS nos ônibus urbanos, que teve origem a partir de mensagem do Executivo. Autor de uma emenda que prevê que os custos referentes à instalação sejam de responsabilidade das concessionárias, o vereador Luiz Carlos (PTC) se posicionou contrário ao veto. Por conta do substitutivo, foi totalmente vetado. Eles querem repassar os custos os usuários.

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Líder do Governo, Noraldino Júnior (PSC) contemporizou. Existe uma lei que trata do cálculo da planilha. Não sou contra o mérito, mas quero saber como operacionalizá-la e obrigar os empresários a arcarem com estes investimentos. Apesar de seu posicionamento, Noraldino acompanhou a maioria e votou pela derrubada do veto. A única abstenção foi de João do Joaninho (DEM). Um dos intuitos da lei é permitir aos responsáveis a possibilidade de otimizar o serviço de transporte, além de permitir aos usuários a localização exata dos veículos.

R$ 500

Para garantir a obrigatoriedade de instalação de banheiros adaptados às necessidades dos ostomizados em centros comerciais e supermercados com área superior a dois mil metros quadrados, além de cinemas, teatros e rodoviárias, o autor da matéria Roberto Cupolillo (Betão, PT) foi incisivo. Nas razões para o veto, disseram que ‘tais equipamentos são praticamente inexistentes no país’. Mas, para isso, é preciso apenas um sanitário infantil, uma ducha e alguns tijolos. Um investimento de R$ 500, afirmou o petista, que fez uma simulação para demonstrar as dificuldades dos ostomizados em um banheiro convencional. Segundo ele, a lei beneficia cerca de 500 pessoas, entre residentes e pacientes que circulam na cidade. Com doze votos contrários, o veto foi derrubado.

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