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Lideranças comunitárias cobram respostas da PJF

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Líderes das zonas Norte, Nordeste, Sul e Sudeste reclamam da baixa receptividade das reivindicações
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Líderes das zonas Norte, Nordeste, Sul e Sudeste reclamam da baixa receptividade das reivindicações

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A Câmara Municipal recebeu nesta segunda-feira (18), em sessão especial, lideranças comunitárias das quatro regiões que receberam a Câmara Itinerante em 2013, para balanço do atendimento do Executivo às demandas apresentadas pela população dos bairros de Juiz de Fora aos vereadores. Líderes das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do município queixaram-se da pouca receptividade das reivindicações, que contemplam principalmente melhorias em transporte, saúde e educação. Apesar disso, os números apresentados pelo secretário de Governo da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), José Sóter de Figueirôa, mostram que a resposta da Prefeitura chega a 85% nas zonas Norte e Nordeste, 65% na Sudeste e 57% no Sul, onde a Câmara esteve mais recentemente. Além de Figueirôa, acompanharam a reunião secretários de Governo e chefes da administração indireta.

Segundo a representante da região Sudeste, Ana Beatriz Gonçalves de Assis, o principal incômodo são "as poucas respostas" da PJF, sobretudo quanto à demanda por aumento do espaço físico na Unidade de Atendimento aos Programas de Saúde (UAPS) local. William Cyrillo, que falou pela zona Nordeste, cobrou mais equipes do Programa de Saúde da Família, uma vez que a região deve receber mais moradores nos próximos anos. "Tem sido construído um condomínio do ‘Minha casa, minha vida’ próximo ao Bandeirantes. O bairro precisa de mais infraestrutura." Outra liderança, Jorge Brito, da zona Sul, pleiteia mais guardas municipais e a limpeza de um córrego na região. Ele reclamou da demora no atendimento da Prefeitura. "A gente espera ser atendido e sempre tem de aguardar resposta."

Representando a zona Norte no evento, a líder do movimento "Benfica bem melhor", Aline Junqueira, além de pedir mais rapidez no atendimento às reivindicações dos bairros, cobrou ações do Executivo para descentralizar a economia e a prestação de serviços em Juiz de Fora. Ela também criticou o que chamou de "relações clientelistas". "Os vereadores devem atender menos às demandas pontuais de suas comunidades. É preciso atuar para descentralizar a cidade e trazer desenvolvimento para todas as regiões."

A disparidade entre a satisfação dos representantes das comunidades e os números da PJF justifica-se, segundo Figueirôa, na dificuldade de o Executivo concluir todos os atendimentos ainda este ano. Dos pedidos encaminhados à Administração, muitos ainda se encontram em andamento ou em fase de implantação, segundo o secretário. O líder do Governo na Câmara, Luís Otávio Coelho (Pardal, PTC), ainda justificou a dificuldade de o Governo municipal em atender plenamente à demandas das comunidades. "Se até o momento não se definiu soluções para tudo, devem ser levadas em conta as dificuldades financeiras da Prefeitura."

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A posição da PJF foi contestada pelos vereadores da oposição, os petistas Wanderson Castelar e Roberto Cupolillo (Betão), uma vez que ambos afirmaram ser os números da Prefeitura divergentes dos apurados pela Câmara Municipal, sendo que estes últimos revelaram menor atendimento por parte do Executivo. A PJF argumentou, no entanto, que seus dados estavam mais atualizados.

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