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Ibope: Bolsonaro se mantém à frente, com 28%; Haddad dispara e se isola no 2º lugar

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A pouco mais de duas semanas das eleições do dia 7 de outubro, o Ibope lançou mais uma pesquisa de intenções de voto para a disputa pela Presidência da República nesta terça-feira (18). Assim como ocorreu nos recortes recentes, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) mantém a liderança e aparece com 28%, variando dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais e para menos — na última pesquisa, o parlamentar apareceu com 26%. Uma semana após ter seu nome oficializado pelo PT como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como cabeça da chapa petista, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) foi quem mais cresceu e somou 11 pontos percentuais. Haddad agora aparece isolado na segunda colocação com o apoio de 19% dos eleitores entrevistados pelo instituto.

Com a polarização das intenções de votos entre Bolsonaro e Haddad, três candidatos formam um segundo pelotão, puxado por Ciro Gomes (PDT), que estagnou entre um levantamento e outro e permanece com 11% das intenções votos. O ex-governador do Ceará é seguido pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que manteve trajetória de queda e aparece agora com 7% das intenções de votos. Com isto, Ciro e Alckmin estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro. Na sequência, aparece Marina Silva (Rede), com 6%, também em empate técnico com Alckmin.

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Depois das candidaturas que mostram maior potencial até aqui, de acordo com as pesquisas recentes, aparece um terceiro bloco formado por Álvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB), todos com 2%, segundo o Ibope; e Cabo Daciolo (Patriota), com 1%. Guilherme Boulos (PSOL), Vera Lúcia (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram. Branco e nulos somaram 14%, e 7% não souberam ou não responderam.

Empate entre Bolsonaro e Haddad
O Ibope ainda fez projeções de quatro cenários para o segundo turno, todos eles com Bolsonaro. Segundo os dados levantados pelo instituto, o candidato líder das pesquisas venceria uma disputa com Marina Silva com 41% das intenções de voto contra 36%. Nos três demais recortes, o instituto aponta empate numérico ou técnico.

De acordo com o levantamento, os dois primeiros colocados na pesquisa — Haddad e Bolsonaro — empatam na projeção de segundo turno e ambos teriam apoio de 40% dos eleitores entrevistados pelo Ibope. Outra igualdade foi observada em um duelo entre Bolsonaro e Alckmin: 38% contra 38%. Por fim, Ciro Gomes teria vantagem numérica contra Bolsonaro — 40% contra 39% —, resultado que, considerando a margem de erro, significa empate técnico entre os dois candidatos.

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Rejeição a candidato do PSL é de 42%


A pesquisa voltou a avaliar o índice de rejeição dos candidatos à Presidência da República. Líder nas intenções de votos no primeiro turno segundo o Ibope, Bolsonaro também é quem detém o maior número de eleitores que afirmam que não votariam em seu nome de forma alguma. O índice atual de acordo com o instituto é de 42% — era de 41% no último levantamento, divulgado no último dia 11.

Na sequência aparecem Fernando Haddad, cuja rejeição cresceu seis pontos entre uma amostragem e outra e chegou a 29%; Marina, com 26%; Alckmin, com 20%; Ciro, com 19%; Meirelles, com 12%; Daciolo, com 11%; Eymael, com 11%; Boulos, com 10%; Álvaro Dias, com 10%; Vera, com 9%; Amoêdo, com 9% e João Goulart Filho, com 8%. Dois por cento dos entrevistados afirmaram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos e 9% não souberam se posicionar ou não responderam.

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A mais recente pesquisa do Ibope foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09.678/2018. O levantamento foi contratado pelo jornal “Estado de S. Paulo” e pela TV Globo e ouviu 2.506 eleitores em 177 municípios, entre os dias 16 e 18 de setembro. A amostragem tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e de 95% de confiança.

 


(Erramos: a Tribuna errou ao escrever, no título desta reportagem, que o candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, havia chegado a 26% das intenções de votos, e não 28%. No conteúdo da matéria, a informação estava correta).

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