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Margarida participa de debate na UFJF

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Debates foi promovido pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE)
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Debates foi promovido pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE)

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A deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) esteve nessa quinta-feira (18) na UFJF para discutir a reforma política. Em mesa de debates promovida pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), que também contou com a participação da especialista em ciência política Helena Motta, a parlamentar juiz-forana defendeu a necessidade de realização da reforma. Segundo Margarida, esta é a melhor forma de atender às demandas sociais por mais representatividade, menos corrupção e melhores serviços públicos, que ficaram evidentes após as manifestações de junho.

"As pessoas querem a reforma. A expressão ‘reforma política’ não está presente no discurso das pessoas, uma vez que é uma expressão técnica. A demanda é por mais representatividade, por um modelo de política que permita mais participação popular, por mais eficácia na prestação de serviços públicos. Nós entendemos que a melhor resposta para essas demandas é fazer mudanças no sistema político."

Durante o evento, foram discutidos pontos substanciais que, na opinião das debatedoras, devem ser modificados para o sistema político brasileiro contemplar melhor os interesses da população. Foram discutidos, sobretudo, o financiamento de campanha, o sistema de voto, as regras para os partidos estabelecerem coligações e o fim da suplência para senadores. "Este é um ponto delicado do nosso sistema. O eleitor vota num candidato e não sabe quem é seu suplente. Se o político eleito assume outro cargo, um ministério, por exemplo, torna-se senador alguém que não representa o voto legítimo da população", explicou Helena. Margarida Salomão e Helena Motta concordaram quanto à urgência na realização de mudanças, uma vez que a reforma política é um projeto que está há duas décadas parado no Congresso.

Responsável pela organização do evento, a coordenadora-geral do DCE/UFJF, Laiz Perrut, afirmou que a discussão é fundamental para que, uma vez expostas as reivindicações de junho, possa haver o diálogo entre a juventude e a classe política. "Apenas com este debate, as pessoas podem compreender como a reforma política atende às reivindicações que foram vistas nas manifestações."

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