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Vereadores acatam veto ao aumento

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A Câmara Municipal acatou, na noite de ontem, o veto do prefeito Bruno Siqueira (PMDB) ao reajuste do salário dos vereadores com base no IPCA, de 8,17%. A decisão publicada no Atos do Governo no dia 5 de junho foi colocada em votação pelo presidente da Casa, Rodrigo Mattos (PSDB), e aprovada por unanimidade. Durante a discussão, os vereadores cobraram do Executivo a não interferência no pagamento dos servidores do Legislativo. Rodrigo assegurou que o aumento será dado aos funcionários.

Contrário ao aumento dos parlamentares, o vereador José Emanuel (PSC) subiu à Tribuna antes da votação para dizer que não aceitaria que o prefeito “fizesse gracinha” e interferisse no reajuste aos servidores do Legislativo. O vereador Júlio Gasparette (PMDB) saiu em defesa do chefe do Executivo. “O prefeito não está fazendo gracinha. Ele está lá para ser respeitado e é um homem muito sério. O veto será aprovado na mesma forma que aprovamos o reajuste”, contestou.

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O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT) condenou o fato de a Mesa Diretora ter colocado o projeto em discussão na reunião extraordinária do dia 29 de maio, sem especificar anteriormente que ele seria votado. “Em conversas reservadas, eu dizia várias vezes que era absolutamente inoportuno fazer qualquer discussão de reajuste dos vereadores no meio da negociação salarial de todos os servidores municipais. Eu pedi autorização para me ausentar do plenário no dia e, para minha surpresa, a presidência colocou em votação este projeto. Não estava previsto. Foi aprovado aqui por uma maioria. Quando existe um mal feito nessa Casa, ele acaba respingando sobre todo mundo”, disse. O vereador Chico Evangelista (PROS) respondeu ao petista. “Ninguém votou o projeto naquele dia por medo do senhor não. Votamos, com clareza, o projeto que foi colocado aqui e não nessas circunstâncias que se refere”, disse.

Rodrigo esclareceu que o reajuste foi colocado em votação, para evitar um reajuste “em cascata” no final da legislatura, com aumento dos salários acumulando as perdas inflacionárias dos últimos anos. “No ano que vem, vai vir o efeito cascata. O aumento do vereador da próxima legislatura pode chegar a 32%, que será o IPCA acumulado”, afirmou Cido Reis (PPS). O líder do Governo, Pardal (PTC) justificou a decisão do Executivo. “O prefeito Bruno tem que tomar os cuidados necessários. Mesmo aplicando 8,17%, a capacidade financeira está terrível. Ele pode acarretar um problema sério para a Prefeitura”, concluiu.

Em tom de revide, o presidente da Casa afirmou que, na devolução de recursos ao Executivo, no término do período legislativo, exigirá que eles sejam aplicados em projeto ou obra específica, ao contrário de ser incorporado “no bolo” de alguma pasta. “É muito pequeno o reajuste dos vereadores, e a recomposição do salário não vai fazer diferença no caixa da Prefeitura. Além disso, este recurso que a gente devolve todo final de ano, entra na contabilidade da Prefeitura para fechar o ano, nunca vi aplicado numa coisa prática.”

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