Além da UFJF, outras 36 instituições públicas de ensino superior já aderiram ao movimento de greve no país. Em Juiz de Fora, os professores anunciaram que, a partir desta segunda-feira (21), cruzam os braços. Com isto, mais de 23 mil estudantes, entre graduandos e alunos do Colégio de Aplicação João XXIII e do Instituto Federal de Educação do Sudeste de Minas (IF-Sudeste), poderão ficar sem aulas. O objetivo da Associação dos Professores do Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes-JF) é de conseguir a adesão dos quase 1.600 docentes efetivos.
Em todo o Brasil, a categoria pede a reestruturação do plano de carreira e melhoria das condições de trabalho nos novos campi, que foram criados nos últimos anos por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). O Ministério da Educação (MEC) disse, em nota à Agência Brasil, que tem "confiança no diálogo e no zelo pelo regime de normalidade das atividades dos campi universitários federais" e ressaltou que "o aumento de 4% negociado em 2011 está garantido por medida provisória assinada no dia 11 de maio". Este reajuste seria retroativo a março, conforme previsto no acordo firmado com os sindicatos.
