A secretária Cidinha Louzada (PT) desistiu de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e anunciou que continua no comando da Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP) na tarde desta quarta-feira (18), em coletiva de imprensa realizada na sede da Prefeitura. Mesmo não confirmando publicamente sua intenção de deixar o cargo, seu nome era cotado para candidatura à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
“Eu estava preparada para fazer essa disputa, vinha trabalhando e me organizando. Quando aconteceu aquela tempestade, não aconteceu só na cidade, ela aconteceu comigo também. Isso é para tomar decisões, precisa ter cara e coragem para isso”, declarou a secretária.
De acordo com Cidinha, o PT, partido ao qual é filiada, tem um projeto político coletivo de fortalecimento da representação na região, principalmente na Zona da Mata mineira, e trabalha para ocupar cargos, não somente no Executivo municipal, como também no Legislativo estadual. Como parte da frente federal, ela citou a atuação de Ana Pimentel (PT), ex-secretária da pasta de saúde de Juiz de Fora, no Congresso Nacional.
‘Vou continuar na rua’
A secretária afirmou que, desde sua atuação na Secretaria de Governo, vem atuando na construção e no fortalecimento da Defesa Civil, avaliando que, sem os trabalhos de prevenção, o desastre poderia ter sido pior. Nesse momento, ela considera a pasta a qual está à frente como chave para a reconstrução da cidade. A SEDUPP é responsável pelos projetos de habitação e de planejamento urbano, a Defesa Civil, o DIGA e os Planos Regionais de Estruturação Urbana (PEUs). “A secretaria tem muita ação dentro da comunidade. Só vejo uma opção, ficar na cidade e ajudar a construir a cidade. Eu vou continuar na rua, trabalhar e fazer o que é necessário ser feito.”
‘Choque de zeladoria’
“Nós já fizemos um grande choque de zeladoria. Se você passar no Centro da cidade, não parece que aqui aconteceu isso”, afirmou a secretária ao citar os trabalhos já feitos após o temporal que atingiu Juiz de Fora no dia 23 de fevereiro. Segundo Cidinha, intervenções como retirada de terra, desobstrução de ruas, obras de drenagem e contenções ainda precisam ser realizadas. Como avaliou, regiões mais críticas, como Três Moinhos, Morro do Cristo e ‘Curva da Miséria’, exigirão intervenções mais complexas e demoradas devido à instabilidade do solo.
Quanto aos Planos Regionais de Estruturação Urbana (PEUs), ela afirmou que estão sendo construídos de forma participativa com a comunidade. A previsão é que, até setembro, seja entregue um estudo completo com proposta de atualização da legislação urbana, que não é revisada desde 1986. A intenção é que seja um marco de mudança para a cidade, trazendo nova visão sobre regras urbanas e a necessidade de maior rigor em práticas antes toleradas.

