A Câmara encerrou o período legislativo, no último dia 14, sem problemas para votar o IPTU e o orçamento – a não ser pela quantidade de emendas parlamentares que ultrapassaram o teto do que foi negociado com o Executivo. No entanto, três vetos da Prefeitura a projetos de vereadores ficaram para janeiro, mesmo que seu prazo de apreciação pelo plenário expire na próxima semana. A manobra regimental foi possível porque, como as datas-limites caem no período para o qual já estava programado o recesso parlamentar, a Mesa Diretora não precisa convocar sessões extraordinárias só para votar as matérias. A medida obriga, contudo, que as três obstruções sejam votadas logo na primeira reunião ordinária de janeiro.
A maior polêmica é o veto ao projeto do vereador Wanderson Castelar (PT) que cria as áreas de proteção e segurança escolar (APS Escolar). Mesmo depois de a decisão de adiar a discussão para 2012, o petista fez questão de encaminhar documento para os gabinetes de cada parlamentar com as contrarrazões do veto, anexadas a cópias de matérias veiculadas na imprensa sobre o aumento da violência no entorno das instituições de ensino. Em sua justificativa para se posicionar contra a matéria, o Governo alegou que a sanção do projeto demandaria nova estrutura de pessoal e de competências (com criação de cargos), além de novas despesas para o município. Castelar ressaltou, entretanto, que o texto não faz menção à contratação de pessoal ou à compre de equipamentos, mas sim à afixação de placas e ao deslocamento, quando necessário, da Guarda Municipal e da fiscalização.
Os dois outros vetos atingem projetos voltados para os trabalhadores do transporte público. O primeiro, do vereador Flávio Cheker (PT), é o que concede 15 minutos de descanso para motoristas e cobradores em sua jornada diária. Já o segundo, do vereador José Fiorilo (PDT), determina a instalação de banheiros químicos nos pontos finais.
