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Após bate-boca, Câmara agenda nova audiência

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Durante sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada nesta terça-feira (17), novamente a votação de uma matéria foi motivo de bate boca entre os vereadores da base do Governo e os dois da oposição, Roberto Cupolillo (Betão, PT) e Wanderson Castelar (PT). Desta vez, o motivo do embate foi a autorização do plenário para a realização de uma audiência pública requerida por Betão, cujo objetivo é discutir a participação de Juiz de Fora no Consórcio Cisdeste, que administrará a Rede de Urgência e Emergência na região.

O cerne do mal-estar foi o fato de a audiência vir a acontecer apenas a partir de novembro, quando a Casa espera já ter aprovado a participação no consórcio, uma vez que os parlamentares já impediram pedido de vistas do petista para a matéria. Betão, no entanto, afirmou que seu pedido não busca apenas discutir se a cidade vai participar da rede ou não, mas também debater em que condições trabalharão os funcionários do consórcio. "Este modelo de administração da saúde pública impõe uma condição de terceirização de atividades-fins, uma vez que a rede funcionará com médicos e enfermeiros que não serão contratados por concurso público. Isto precisa ser discutido."

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Castelar fez coro às palavras de Betão, afirmando que a Prefeitura tem encaminhado projetos à Câmara de última hora. "A Administração tem transferido responsabilidades para esta cada, lavando as mãos como Pôncio Pilatos." O líder do Governo, Luís Otávio Coelho (Pardal, PTC), rebateu a crítica, a qual considerou inadmissível. A posição da bancada petista, considerada pelos demais vereadores irredutível, deu início a debate de mais de uma hora sobre a matéria e sobre as condições em que será implantada a Rede de Urgência e Emergência. Por fim, motivados pelo ineditismo de uma negação a um pedido de audiência pública, os vereadores aprovaram a matéria por unanimidade.

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