Terminou ontem em todo o país a greve nacional do magistério, iniciada na última quarta-feira em defesa do cumprimento da Lei do Piso. O dia foi marcado por ações no Centro da cidade e também por assembleia dos servidores da rede estadual. No Calçadão da Rua Halfeld, os professores continuaram a panfletagem de esclarecimento sobre o movimento e o recolhimento de assinaturas de apoio à categoria. Conforme o vereador e coordenador do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro), Roberto Cupolillo (Betão – PT), o saldo é positivo, já que, pelo levantamento do Sinpro, 92% dos docentes da rede municipal aderiram ao movimento. Agora é lutar para que a Prefeitura cumpra a lei e valorize os professores, pois outras cidades da região começaram a fazer isso. Em Matias Barbosa já foi implementado o direito legal de um terço da carga horária ser dedicado a atividades extraclasse, o que ainda não ocorre aqui.
Conforme informações da Secretaria de Estado de Educação, 39 escolas da Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora foram afetadas pela paralisação, que contou com a adesão de 363 professores.
No início da noite, os servidores estaduais realizaram assembleia no Instituto Estadual de Educação para referendar as decisões tomadas pela categoria na quinta, em Belo Horizonte. A pauta de reivindicações foi aprovada, pedindo, principalmente, o cumprimento integral da Lei do Piso,melhoria das condições de trabalho, garantia da nomeação dos concursados e recomposição da carreira.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que liderou o movimento nacional, divulgou ontem que vai iniciar campanha contra a votação, no Congresso, do projeto de lei que visa à alteração dos critérios de reajuste do piso, determinando apenas a inflação do período como fator de correção.
