O vereador Wanderson Castelar (PT) lançou ontem o diretor de Fomento e Promoção da Cultura Afro-brasileira da Fundação Cultural Palmares, Martvs das Chagas, como pré-candidato a vice em uma chapa com a pré-candidata à Prefeitura, Margarida Salomão (PT). Para ele, as conversas com o PMDB devem continuar, mas sem a pretensão de ter um peemedebista como segundo nome na chapa petista. O Martvs foi candidato a vice em outras duas ocasiões e tem toda condição de contribuir mais uma vez. O PMDB tem o Bruno (Siqueira, deputado estadual – PMDB) como candidato e ainda pode apoiar o Júlio (Delgado, deputado federal – PSB). O PT não pode aguardar como terceiro lugar na fila. O vereador também criticou a postura do partido em adiar definições. Estamos copiando a lógica oligárquica de Juiz de Fora de deixar para decidir no limite do tempo. Isso não condiz com o PT que quer se colocar como um novo modelo de fazer política.
A proposta de uma chapa pura não agrada a parcela do PT favorável a uma aliança com o PMDB ainda no primeiro turno. Nesse sentido, a principal aposta petista envolve a entrada em cena do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que tentaria um acordo por meio de interlocução junto ao ex-prefeito Tarcísio Delgado (PMDB). O problema é que, antes de abrir diálogo com o PT, o cacique peemedebista deve definir as situações envolvendo Bruno e Júlio, ambos pré-candidatos a prefeito. Sem o PMDB, o caminho do PT deve mesmo ser a chapa pura. Nesse sentido, até por conta do bom trânsito na cúpula nacional do partido, Martvs aparece como opção. Além disso, pesa a seu favor o fato de que, com a chapa de vereadores ainda em busca de reforços, a hipótese de um vereador abrir mão da corrida proporcional é quase nula. Martvs foi vice de Agostinho Valente, então candidato pelo PT, em 2000. Quatro anos depois, voltou a ser o segundo nome de uma chapa majoritária, dessa vez com João Vítor Garcia (PPS) à frente.
