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CUT quer unificação de datas

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Depois de um 2011 marcado por diversas greves no setor público nos âmbitos municipal, estadual e federal – inclusive os cerca de 120 dias de paralisação dos professores mineiros -, a direção nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) tem como estratégia para 2012 a tentativa de unificação das datas de mobilização de todas as categorias de servidores, a fim de ampliar o poder de negociação. Ontem, o diretor nacional da entidade, Jacy Afonso de Melo, esteve em Juiz de Fora e, acompanhado do diretor regional, Péricles de Lima, conversou com dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf), do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Minas Gerais (Sindsep-MG) e com trabalhadores dos Correios sobre as dificuldades enfrentadas nas negociações coletivas com o poder público.

No entanto, apesar de ter se reunido apenas com representantes do funcionalismo federal, Melo não deixou de mencionar os movimentos feitos em Juiz de Fora e em Minas no ano passado, principalmente as greves de professores do estado e do município, ambas questionadas nas Justiça pelas respectivas administrações. Este ano, para a CUT, é o ano dos servidores públicos. Queremos fazer uma campanha com antecedência, para que não se repita o que aconteceu com a educação em Minas e Juiz de Fora, declarou. Queremos que o Governo federal regulamente a convenção 151 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que o Governo do estado atenda a reivindicação dos trabalhadores da educação, queremos data-base. Em Juiz de Fora, há data-base, mas não há disposição real da Prefeitura em negociar. Como 2012 também é ano de eleições municipais, ele ressaltou ainda que a CUT vai entregar uma plataforma de reivindicações a todos os candidatos a prefeito no país. A greve é o último instrumento, mas se tivermos que entrar, não vamos entrar divididos.

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